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Sem perspectiva pelo fim da greve na Casa de Saúde do Rio Maina

Funcionários não aceitam retornar ao trabalho apenas com o pagamento da folha salarial de novembro
Por Émerson Justo Criciúma, 24/12/2018 - 16:33Atualizado em 24/12/2018 - 16:41
Foto: Daniel Búrigo/ arquivo/ A Tribuna
Foto: Daniel Búrigo/ arquivo/ A Tribuna

 

Os funcionários da Casa de Saúde do Rio Maina seguem em greve pelo sexto dia consecutivo, e não existe previsão para o fim do movimento. A ação teve início na última quarta-feira (19), após decisão em assembleia realizada pelo Sindisaúde, motivada pelos atrasos salariais da folha de novembro, 13º salário e férias.

Conforme a presidente do Sindisaúde, Gabriela Campos, o Isev prometeu realizar o pagamento dos salários de novembro na próxima quinta-feira (27), porém os funcionários só retornam ao trabalho com a quitação de todas as dívidas. “Nós estamos em contato constante com os trabalhadores e acompanhando o movimento. Se houver o depósito da folha salarial de novembro no dia 27, nós convocaremos uma nova assembleia para conversar com a categoria se pretendem retornar ou não. Porém, acredito que vão manter a decisão da última reunião que é de não voltar. Antes disso, não existe nenhuma perspectiva de fim da greve”.

A Casa de Saúde do Rio Maina conta com 30 trabalhadores e, antes do movimento, estavam internados 11 pessoas. “Os funcionários estão trabalhando em escala, que é o que exige a lei. Foi dado alta a todos os pacientes, após avaliação da direção. E não será recebido nenhum novo paciente enquanto estiver nesta situação. Como não existe outro local com este serviço especializado, os pacientes devem estar com seus familiares em casa”, afirmou a presidente.

Não existe previsão de pagamento do 13º salário aos trabalhadores. São cinco pessoas com férias atrasadas, chegando há seis meses de atraso. “A comunidade está a par do que está acontecendo, e já que é uma situação recorrente, os familiares se solidarizam com os trabalhadores. Não tem nenhuma previsão de término, até porque o Isev não nos dá nenhum retorno. Estamos esperando um parecer da direção”, concluiu Gabriela.