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Quatro são denunciados por morte de jovem queimado vivo em SC

Vítima de 22 anos foi encontrada carbonizada em uma plantação de eucaliptos em junho; acusados estão presos

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 06/10/2026 - 14:03 Atualizado há meio minuto
Todos os réus respondem ao processo presos | Foto: Arquivo/4oito
Todos os réus respondem ao processo presos | Foto: Arquivo/4oito

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Três homens e uma mulher foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo homicídio de um jovem de 22 anos encontrado carbonizado em uma plantação de eucaliptos, no Balneário Campo Bom, em Jaguaruna. Segundo a acusação, a vítima foi agredida, rendida e levada contra a própria vontade até o local, onde teria sido queimada ainda com vida.

O corpo foi localizado em junho deste ano. Agora, o MPSC informou que a investigação resultou na denúncia de quatro pessoas. A Justiça recebeu a acusação, dando início à ação penal, e todos os réus respondem ao processo presos.

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Perícia indicou que jovem estava vivo durante incêndio

O corpo foi encontrado no dia 13 de junho em uma área de plantação de eucaliptos. Conforme os elementos apresentados pelo MPSC, exames periciais indicaram que o jovem ainda estava vivo e respirava quando foi exposto ao fogo.

O cadáver apresentava alto grau de carbonização, o que impossibilitou a identificação por características físicas. A identidade da vítima foi posteriormente confirmada por meio de confronto papiloscópico.

De acordo com a denúncia, os quatro acusados invadiram uma propriedade particular no Balneário Campo Bom e levaram o jovem até a área de plantação. Ele teria sido agredido antes de ser exposto ao fogo.

O MPSC sustenta que a ação foi planejada e que a vítima foi surpreendida pelo grupo, que estava em maior número. Segundo a acusação, o jovem estava sob efeito de drogas e não tinha condições efetivas de resistência.

MPSC aponta ligação com tráfico de drogas

Ação penal seguirá para as próximas etapas | Foto: Arquivo/4oito

A investigação reuniu depoimentos, análise de materiais e dados telefônicos. Segundo o Ministério Público, esses elementos apontaram o envolvimento dos quatro denunciados com atividades relacionadas ao tráfico de drogas e ajudaram a reconstruir a dinâmica do crime.

A Promotoria afirma ainda que foram obtidas declarações atribuídas aos próprios acusados nas quais eles teriam confessado participação no homicídio. Segundo a denúncia, acusados e vítima teriam ligação com uma facção criminosa e o homicídio teria ocorrido após um desentendimento dentro do grupo.

Suposto rumor teria motivado o crime

De acordo com a acusação, a vítima teria afirmado que uma das denunciadas, companheira de outro acusado, mantinha um relacionamento extraconjugal. Ainda conforme o MPSC, o jovem não teria apresentado provas da afirmação. A situação teria sido interpretada pelo grupo como uma forma de deslealdade dentro do contexto das atividades criminosas.

A Promotoria aponta que um dos denunciados, descrito na acusação como ocupante de uma posição de comando no tráfico de drogas, teria interesse em impedir que o rumor envolvendo a companheira se espalhasse.

Outro acusado é irmão da mulher citada e, conforme a denúncia, auxiliava nas atividades criminosas. O quarto denunciado também teria ligação com o tráfico e exerceria funções relacionadas à manutenção da autoridade e da obediência dentro do grupo.

MPSC pede julgamento pelo Tribunal do Júri

Os quatro foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Um dos homens também foi denunciado por, segundo o Ministério Público, ter promovido ou organizado a cooperação dos demais envolvidos para a execução do crime.

Com o recebimento da denúncia pela Justiça, os acusados serão citados para apresentar defesa. A ação penal seguirá para as próximas etapas e, ao final dessa fase do processo, a Justiça decidirá se os réus serão submetidos ao Tribunal do Júri, como requer o MPSC. Os quatro permanecem presos enquanto respondem à ação penal.

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