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Quatro reforços e um discurso: agregar rumo ao acesso

Os experientes Fernando Lombardi, Felipe Menezes, Marino e Helder chegam para ajudar o Criciúma na Série C
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 21/10/2020 - 17:15Atualizado em 21/10/2020 - 17:45
Da esquerda para a direita, Ocimar Bolicenho, Helder, Fernando Lombardi, Marino, Felipe Menezes e Serginho Lopes / Fotos: Celso da Luz / Criciúma EC
Da esquerda para a direita, Ocimar Bolicenho, Helder, Fernando Lombardi, Marino, Felipe Menezes e Serginho Lopes / Fotos: Celso da Luz / Criciúma EC

A mão de Itamar Schulle começa a surtir efeito no Criciúma. Ao menos na montagem do elenco. O grupo ganhou quatro reforços oficialmente apresentados na tarde desta quarta-feira, 21, quase duas semanas depois da chegada do treinador: os zagueiros Helder e Fernando Lombardi, o volante Marino e o meia Felipe Menezes.

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"Foram pedidos da comissão técnica, que a gente tivesse um zagueiro experiente e um zagueiro rápido, por isso a opção pela dupla Fernando e Helder, o Fernando no quesito experiência e o Helder no quesito velocidade", explicou o assessor da presidência, Ocimar Bolicenho, sobre os reforços para a zaga. 

"O Felipe é um meia que consegue propor jogo, é um meia técnico, de muito boa bola parada, consegue fazer essa ligação do meio com o ataque, é muito experiente e vai nos ajudar muito", comentou o superintendente de futebol, Serginho Lopes, a respeito de Felipe Menezes, o novo meia tricolor. "O Marino é um volante que faz as três funções no meio, consegue chegar bem no ataque, um jogador perfil alto, bola parada muito boa, consegue fazer a chegada bem na frente, características parecidas com as do Foguinho, vai ajudar muito também", completou Serginho, sobre o volante contratado.

Em comum, os quatro apresentaram discursos de agregar na busca pelo acesso do Criciúma à Série B.

"Vim para somar"

Para o volante Marino, o projeto do Criciúma foi determinante na decisão de deixar o Mirassol, onde estava acertado para jogar a Série D. "O projeto né, projeto que a diretoria, a comissão me ofereceram. Acreditei no projeto, vim para somar e ajudar", confirmou. Ele destacou que o técnico Itamar Schulle, com quem trabalhou no Cuiabá, teve papel preponderante na sua contratação. "Com certeza, em 2018 quando recebi o convite para jogar no Cuiabá, o Cuiabá também estava na Série C, sete anos brigando para não cair, fizemos um grupo bom, conseguimos o vice da C e o acesso", observou. "Chegamos acreditando no projeto, o Criciúma é um time grande, que não merece estar onde está. Vamos fazer um bom trabalho e conseguir o nosso objetivo", sublinhou.

Marino já vestiu a camisa do Tigre

Marino conhece a Série C. "Já joguei a competição, é muito difícil, tenho certeza que vou ajudar muito meus companheiros", observou. Ele frisou, ainda, que é um volante que chega ao ataque. E não nega, continua com vontade de marcar gols. "Continuo. Tenho meta, tenho objetivo, tenho certeza que quando tiver oportunidade de gol vai sair", detalhou.

Marino treinando no CT

O jogador vinha atuando pouco em seu último clube, o Cuiabá. "Isso é dia a dia, trabalhando, com esforço e dedicação, vou dar o meu melhor e ajudar", referiu. Ele sabe que terá que brigar por espaço com dois titulares importantes do Criciúma, os volantes Eduardo e Foguinho. "Eu vim para agregar, para somar, ajudar o Criciúma a conseguir seus objetivos, é o mais importante. Quem vai jogar depende do treinador", emendou.

"Estou pronto"

Felipe Menezes disputou 14 partidas nesta temporada pelo CRB, seu clube de origem, mas vinha de uma lesão recente. "Estou pronto", garantiu o meia. "Estava treinando normalmente, participei desses jogos da Série B. Retornei no início de março, daí teve a pandemia. Mas desde que retomamos, na volta dos campeonatos, tenho jogado, acredito que não será problema, estou pronto para estrear assim que a comissão julgar necessário", explicou.

O Criciúma precisa de um articulador e com capacidade de criação. Felipe pode ser esse jogador. "A gente vem para agregar, entender o funcionamento da equipe, mas acreditamos que podemos ajudar, dentro da minha função fazer o melhor e conseguir que o ataque funcione bem e eu participe ativamente. Sou um jogador mais próximo da área ofensiva, gosto de finalizar de média e longa distância e servir os companheiros", enumerou. "Na realidade, a gente tenta agregar as duas, estamos jogando ali na frente, se estamos próximos do gol, também queremos fazer gol. Mas se conciliar, dar assistência e fazer gol, será importante", completou.

Felipe Menezes devidamente apresentado

No caso dele, a exemplo de Marino, a indicação de Itamar Schulle também pesou. "O Itamar tem rodagem, alguns trabalhos com êxito, a gente acredita que o projeto é muito interessante, a equipe vai crescer nessa reta final, o trabalho do Itamar terá grande influência para a gente chegar no objetivo", relatou. "A minha motivação é a maior possível, aceitei o desafio, o Criciúma é mais um grande clube na minha carreira, vamos conseguir os objetivos juntos, hoje o Criciúma está na C mas pela estrutura que oferece, sem dúvida não é o lugar que deveria estar", frisou. "Estou muito motivado para ano que vem estar na Série B e depois o Criciúma buscar voos mais altos", disse. 

Menezes reconhece as dificuldades que a Série C impõe, pela característica da competição. "Cada competição tem suas particularidades mas a gente tem que conseguir se encaixar o mais rápido possível. Muitas vezes são aqueles jogos pegados, mas podemos nos encaixar para contribuir", destacou.

"Não adianta julgar pela idade"

Veterano entre os quatro contratados, o zagueiro Fernando Lombardi tem 38 anos. "Não adianta julgar pela idade, tem que julgar pelo que demonstra em campo. Estou muito tranquilo, venho para ajudar, no final o Criciúma voltará à Série B", avaliou. "O que me motivou foi o projeto, a grandeza do clube, as pessoas que aqui estão. A gente tem vários objetivos, não tenho dúvida que um apoiando o outro, vamos fazer um grande campeonato e levar o time à Série B", relacionou.

Fernando Lombardi, experiência a serviço do Criciúma

Ele chega para, como disseram os outros, agregar. "Agregando, no comportamento, na questão de entendimento sobre a competição, tenho alguma experiência e não tenho dúvida que no final tudo vai dar certo", disse. A motivação move Fernando Lombardi rumo ao Tigre. "Muito motivado, desde o primeiro contato que nós tivemos eu não hesitei em aceitar o convite, e farei um grande trabalho", destacou.

O zagueiro assegura estar bem condicionado para o novo desafio. "Estou em perfeitas condições, vinha jogando a Série B pelo Náutico, chego para ajudar e estarei em campo quando chamado", frisou. "A Série C é um campeonato de muita pegada, disputado, já tenho dois acessos na C e um título, com o Náutico no ano passado", lembrou.

"Eu sou um cara intenso"

O zagueiro Helder vem do Cuiabá, onde jogou com Itamar Schulle. "Eu estou jogando mais pela direita, mas não tenho dificuldades em jogar pelos dois lados", revelou. 

"Eu sou um cara intenso, mais ágil, veloz, tenho boa técnica e creio que venho para ajudar com um pouco da experiência que tenho no futebol nos últimos anos", definiu-se, quando indagado sobre suas características. 

Helder veio da Série B para o Tigre

Ele garante que não é complicado integrar-se ao elenco com o campeonato em andamento. "Não é complicado, a gente vem da vivência do futebol, sabemos os caminhos, os atalhos, e a gente vai poder ajudar bastante o Criciúma, pela sua grandeza não merece estar na Série C", observou.

A última partida de Helder, ainda na Série B com o Cuiabá, foi diante do Vitória. Ele garante que chega em condições de atuar logo pelo Tigre. "Sim, tem que ser profissional, meu último jogo foi contra o Vitória, desde quando cheguei tenho me preparado para jogar logo", referiu. "Disputei a C algumas vezes, briguei pelo acesso duas vezes, uma pelo Paysandu, outra pelo Fortaleza, sei que é muito complicado", finalizou.