O que hoje termina como lixo pode voltar para a indústria como matéria-prima. É essa possibilidade que empresários do setor plástico e representantes do poder público do Sul de Santa Catarina vão conhecer de perto nesta quinta-feira (17), em Timbó, onde funciona um modelo de gestão de resíduos que prioriza o reaproveitamento dos materiais.
A visita técnica é organizada pelo Sindicato da Indústria Plástica do Sul de Santa Catarina e reunirá prefeitos, empresários e representantes de instituições. A proposta é conhecer soluções de economia circular e avaliar como experiências que já funcionam em outros municípios podem ser adaptadas à realidade da região.
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Para o diretor-executivo do sindicato, Elias Caetano, o momento é de aproximar quem produz, quem administra os resíduos e quem pode ajudar a estruturar novas soluções.
“A gente está levando empresários e poder público para conhecer ao vivo um modelo de gestão de resíduos que consegue reaproveitar 100% dos plásticos”, disse.
Timbó apresenta modelo de reaproveitamento
A comitiva conhecerá o sistema implantado em Timbó, que atende 22 municípios. No local, o processo de gestão dos resíduos já ultrapassa a lógica tradicional de um aterro e busca recuperar os materiais ao máximo, transformando parte deles novamente em insumos para a cadeia produtiva.
A experiência também será acompanhada pelo senador Esperidião Amin, cuja participação ainda depende de ajustes na agenda.
A mobilização surgiu a partir de uma provocação para que indústria e poder público apresentem alternativas concretas para o reaproveitamento do plástico.
- Visita ocorre nesta quinta-feira (17), em Timbó
- Prefeitos e empresários participam da comitiva
- Modelo visitado atende 22 municípios
- Reaproveitamento do plástico é o principal foco
- Experiência pode ajudar a orientar ações no Sul de SC
Região busca transformar resíduos em oportunidade
A intenção é levar para o Sul catarinense o conhecimento obtido durante a visita e avançar em iniciativas de economia circular que já estão em discussão. Para Elias, o desafio passa por mudar a forma como os resíduos são vistos e destinados.
“A gente precisa olhar para isso com um olhar estratégico, porque isso é o que vai proteger as indústrias que nós temos aqui na nossa região”, destacou.
O diretor também ressalta que o problema não está no material em si, mas na destinação inadequada.
“O plástico, se fizer a destinação adequada, ele não provou problema nenhum. Se fizer inadequado, vai dar problema, como qualquer outro resíduo”, alertou.
A expectativa é que, após conhecer o funcionamento do modelo em Timbó, empresários e prefeitos discutam quais soluções podem ser aplicadas na região.
A proposta é transformar a economia circular em uma agenda conjunta entre municípios e setor produtivo.
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