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Perdi minha carteira de vacinação, e agora?

Quem cuida das vacinas dos criciumenses participou do Programa Do Avesso desta segunda, na Som Maior
Luana Mazzuchello
Por Luana Mazzuchello Criciúma - SC, 06/07/2020 - 17:20Atualizado em 06/07/2020 - 17:45
Foto: Luana Mazzuchello / 4oito
Foto: Luana Mazzuchello / 4oito

Quando nasce uma criança vem a responsabilidade dos pais na realização da vacinação. Para a entrevistada do Programa Do Avesso desta segunda-feira, 6, Kelli Barp Zanette, a vacinação é necessária em todos os momentos e não apenas na infância. Carteirinha de vacinação deve ficar sempre na carteira ou na bolsa. 

Graduada e técnica em enfermagem, Kelli atua há 20 anos na prefeitura de Criciúma, destes, 16 anos o setor de imunização. “A carteira de vacinação não é mais um documento qualquer, a gente não pode mais deixar o cartão no canto da gaveta. Já foi feito até um modelo mais pequeno para facilitar e colocar na carteira, na bolsa, não existe desculpa. Hoje quando perdemos uma carteira de identidade fizemos uma nova, assim tem que ser com a nossa carteira de vacinação. É só procurar a sua unidade de atendimento, são inúmeras em Criciúma”, reforçou a enfermeira.  

Há quatro anos existe um sistema que permite acessar dados que constam as vacinas realizadas nos postos de vacinação da região. Mesmo assim, é de responsabilidade da pessoa ter em mãos a sua carteirinha, ao contrário vai ser preciso começar o procedimento de vacinas novamente. “É bem frequente pessoas que perdem na mudança, quando casam, em casos de enchentes também. Muitos pais vão vacinar seus filhos regularmente, mas eles não estão vacinados. Não adianta vacinar o teu bebê contra o sarampo se você que é pai não estão vacinado. Infelizmente a gente só lembra de se vacinar quando tem campanha, quando se machuca, quando vai viajar, quando engravida, quando vai se matricular na faculdade. A vacinação salva vidas”, lembrou. 

Apaixonada pelo o que faz, filha de uma técnica em enfermagem, já viu e ouviu de tudo nas salas de vacinação da cidade de Criciúma, segundo ela são diversas teorias, perguntas, dúvidas, umas com fundamento e outras que não fazem sentido. “Já ouvi uma mãe falando que seu filho não precisava de vacina pois eles viviam de forma natural e moravam na natureza.  Esse ano mais de mil gravidas não apareceram para se vacinarem contra o H1N1, é preocupante, pois essa vacina não está sendo ofertada nem na rede particular, isso quer dizer que elas realmente não se vacinaram” enfatizou Kelli. 

A ansiedade e a esperança na luta pela vacina contra o Coronavírus também fazem parte do dia a dia da enfermeira. “Eu tenho lido muito, buscado muita informação, estamos confusos, temos uma torcida para que a vacina venha esse ano, mas a informação exata ainda não temos. Já tem uma empresa com vacinas prontas, se os testes derem certo poderão ser distribuídas, mas se não der certo vão para o lixo. Dias melhores virão, eu acredito que em breve sairemos dessa”, afirmou com brilho nos olhos.