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Operação que prendeu prefeito tem nova etapa

Mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e suspensão de atividades de empresa estão sendo cumpridos no planalto norte catarinense
Redação
Por Redação Canoinhas, SC, 06/11/2020 - 10:47Atualizado em 06/11/2020 - 10:51
Ovídio Severgnini, prefeito de Major Vieira, chegou a ser preso por conta da operação / Divulgação
Ovídio Severgnini, prefeito de Major Vieira, chegou a ser preso por conta da operação / Divulgação

Na manhã desta sexta-feira, 6, a Polícia Civil e o Ministério Público catarinenses deram início à terceira fase na operação "Et pater filium". Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão, além da suspensão das atividades econômicas de empresa, todos requeridos pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC e expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, em razão do foro por prerrogativa de função do principal investigado.

As diligências envolvem a participação de 25 policiais, militares e civis, integrantes do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil em Canoinhas, e estão sendo realizadas nas cidades de Major Vieira e Monte Castelo, ambas no Planalto Norte catarinense.  

As apurações decorrem da atuação conjunta da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC, por intermédio do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com a Divisão de Investigação Criminal da Polícia Civil de Canoinhas.

A expressão em latim - Et pater filium - remete ao fato de estarem associados para o cometimento dos atos de corrupção duas duplas de pai e filho, empresários, de um lado, e funcionários públicos, de outro.

Para possibilitar a efetividade das medidas de investigação, esta fase do processo tramita, por ora, em segredo de justiça.

Em etapas anteriores desta operação o prefeito de Major Vieira, Ovídio Severgnini, acabou denunciado e posteriormente preso. Por conta disso, ele teve que deixar a presidência da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam).