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Onde está a Via Rápida?

Para quem está na BR-101, faltam placas eficientes indicando os caminhos para chegar a Criciúma
Por Émerson Justo Criciúma, SC, 05/02/2019 - 07:05
Fotos: Daniel Búrigo / A Tribuna
Fotos: Daniel Búrigo / A Tribuna

Que a Via Rápida foi um grande diferencial para chegar e sair de Criciúma, não se discute. Mas, não raro, é difícil encontrá-la para quem trafega pela BR-101. Em particular para quem não é daqui. Os visitantes dependem, em cada sentido, de uma placa comum, na qual a rodovia de pouco mais de um ano figura singela, entre demais indicativos. Pouco para uma estrada que custou mais de R$ 100 milhões aos catarinenses.

Inaugurada em dezembro de 2017, a Via Rápida é alvo de constantes reclamações quanto aos seus acessos. Não apenas pela escuridão, já justificada inúmeras vezes pelos descaminhos da burocracia. Mas também, e principalmente, pela pobreza das placas indicativas, no mínimo, discretas. 

Para quem vem do Sul, há uma placa indicando a entrada por ali, poucos metros antes da rota. O mesmo vale para quem vem do Norte pela BR-101. Esse problema vem sendo discutido desde a inauguração da Via Rápida. “Eu levei a sugestão (de sinalização adequada) ao secretário passado, Paulo França (de Infraestrutura). A intenção era colocar duas placas das grandes, dois pórticos. Dei a sugestão, levei para eles, fiz orçamento e tudo, mas não tomaram providência nenhuma. Eu acredito que não foi tocado para frente pela burocracia”, relata o superintendente Regional do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Lourival Pizzolo. Ele conta que, com a mudança de governo, o processo terá que ser reiniciado.

Conforme Pizzolo, o assunto ainda não foi tratado com o novo secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Santa Catarina, Carlos Hassler. “Ele chegou agora, está tomando pé da situação ainda, mas eu vou levar a sugestão para ele também. Uma placa antes da entrada da SC-445, no sentido Norte para o Sul, dizendo algo como ‘Acesso a Criciúma/Via Rápida a tantos quilômetros’. E uma antes do acesso pela Rodovia Jorge Lacerda, vindo de Maracajá, com os mesmos dizeres”, afirma, citando o que sugeriu colocar nas placas definitivas.

Depende mais é do Deinfra

O superintendente Regional Sul do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Ronaldo Barbosa, comenta que o Estado assumiu a responsabilidade da sinalização do encaixe da BR-101 com a Via Rápida. Por isso, o erro do que agora é cobrado foi do órgão estadual. Mas ponderou que, ao ser procurado a respeito do tema, explicou o que deveria ser feito para a correção. Porém, a documentação não chegou ao órgão federal ainda.

“Tem que fazer um projeto para apresentar onde vão as placas. O DNIT está só aguardando a apresentação do órgão estadual, não depende de nós. Nós só aprovamos e autorizamos a implantação. Eles têm que apresentar, aí nós autorizamos a fabricação e a implantação das placas”, explica

Segundo Barbosa, os trâmites podem ser apresentados até mesmo no escritório do DNIT em Tubarão. “Como é coisa simples, e é o governo do Estado que está tratando com o órgão federal, então a gente dá prioridade, porque o atendimento engloba uma maior parte da população. O prazo depende da demanda que nós temos. Mas, seguramente, é em menos de um mês, isso no máximo”, destaca. O DNIT é o gestor das rodovias federais, por isso deve ser consultado pelo Deinfra para a implantação da necessária sinalização.

E tem as placas mal localizadas

Outro problema que vem sendo relatado pelos motoristas é a localização de placas que, já no interior do trevo de acesso, indicam o caminho correto em direção a Criciúma. Para quem transita no sentido Sul/Norte e acessa, as vias se tornam bastante confusas. Ocorre que a placa indicando a pista que leva a Criciúma está instalada metros depois da efetiva entrada, fazendo com que muitos condutores que não conhecem o trecho acabem entrando na via posterior, que leva o condutor até o acesso Sul ao Balneário Rincão. 

“Não ficou uma coisa muito fácil de entendimento, não só para as pessoas de fora, também para quem é daqui. Vamos ver o que pode ser feito”, concorda o superintendente regional do Deinfra. “Vamos ver se conseguimos colocar uma placa com mais uma seta dizendo onde exatamente tem que descer”, completa Pizzolo.

Porém, o representante do órgão estadual pondera que essa ação não é prioritária, embora aparentemente simples e de grande utilidade. De acordo com ele, primeiro serão resolvidos os problemas de desmoronamentos na Serra do Corvo Branco e na rodovia SC-370, entre Grão-Pará e Braço do Norte. “Eu acredito que até semana que vem se resolve este problema e colocamos tudo em andamento. Aí depois vamos marcar uma reunião com o secretário e vou para Florianópolis para levar essas sugestões sobre a sinalização do acesso à Via Rápida para ele”, conclui.