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O fim de um ano difícil com Roberto Cavalo

Com ele, Tigre caiu para a Série C, foi despachado na estreia da Copa do Brasil e fazia fraco Campeonato Brasileiro
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 07/10/2020 - 15:35Atualizado em 07/10/2020 - 15:39
Faixa estendida no CT após a derrota em Tombos, na semana passada / Divulgação
Faixa estendida no CT após a derrota em Tombos, na semana passada / Divulgação

Pouco mais de uma semana depois de comemorar um ano no comando do Criciúma, a terceira passagem de Roberto Cavalo pelo clube terminou no começo da tarde desta quarta-feira, 7. Coube ao assessor da presidência, Ocimar Bolicenho, confirmar ao treinador que ele estava demitido. Com ele, conforme antecipou o portal 4oito, deixaram o clube o auxiliar Wilson Vaterkemper, o preparador físico William Hauptmann e o diretor executivo de futebol Evandro Guimarães. "A gente não esperava. Fomos chamados, foi uma conversa rápida", comentou um dos demitidos, em rápido contato. Eles se dirigiram do estádio até o CT Antenor Angeloni para se despedir do grupo de atletas.

Roberto Cavalo foi anunciado pelo Criciúma em 26 de setembro do ano passado. O Tigre estava na vice-lanterna da Série B e vinha de cinco jogos sem vitórias, após a breve passagem de Waguinho Dias, demitido sem ganhar uma partida sequer no comando tricolor. A estreia, em 28 de setembro, dois dias depois do anúncio, até foi animadora, com um 2 a 0 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, que havia sido o time anterior de Cavalo, mas a sequência mostrou que a luta para não cair seria inglória. Tanto que na rodada seguinte Cavalo e o Tigre iniciaram uma série de nove partidas sem ganhar: cinco empates e quatro derrotas.

Criciúma ganhou do Botafogo de Ribeirão Preto na estreia de Cavalo no ano passado

O Criciúma só quebrou esse jejum contra o Londrina - coincidentemente o adversário do próximo domingo -, com um 2 a 0 em casa, mas a essa altura o Criciúma estava virtualmente rebaixado. A terceira vitória na fraca despedida do ano passado se deu na última rodada, com o Tigre já na Série C, um 2 a 1 sobre o Oeste fora de casa.

Veio 2020 e o Criciúma já surpreendia ao manter Roberto Cavalo, mesmo com o descenso. A estreia no Catarinense, 2 a 1 sobre o Concórdia, ainda exibiu algumas deficiências, que se confirmaram na sequência da instável campanha tricolor. Em 5 de fevereiro o Tigre estreou e se despediu da Copa do Brasil, tomando um sonoro 4 a 1 fora de casa, diante do Santo André.

Tigre foi goleado pelo Santo André na Copa do Brasil

Chegou a ter, na primeira fase do Estadual, duas sequências de três jogos sem ganhar, o que quase foi fatal para a classificação. Eis que a vaga nas quartas veio com o 1 a 0 sobre o Joinville, fora de casa. Daí chegou a pandemia de Covid-19 e o Criciúma só foi decidir a vaga na semifinal quatro meses depois, empatando em casa e ganhando fora, por 1 a 0, do Marcílio Dias. Na semi, derrota fora por 1 a 0 e vitória em casa, 1 a 0, fez o Criciúma ir aos pênaltis contra a Chapecoense. Acabou derrotado em pleno Majestoso e ficou fora da decisão.

Uma fraca Série C

Na Série C, a campanha é de mais baixos que altos até aqui. Estreou empatando fora com o Londrina, depois ganhou em casa de Boa e São Bento e, nas seis últimas partidas, ganhou apenas uma, empatou duas e perdeu três.

Depois das três derrotas mais recentes, Cavalo encarou desconfortos. Após perder em Erechim para o Ypiranga por 2 a 0, o torcedor foi até o CT protestar.

No retorno da viagem a Tombos, onde perdeu para o Tombense por 1 a 0, faixas pedindo a demissão de Cavalo foram estendidas na chegada da delegação, também no CT. E agora, depois de perder para o Brusque por 3 a 1 na última segunda-feira, 5, os torcedores queimaram uma faixa com a imagem de Roberto Cavalo, dos tempos de jogador.

Faixa queimada após o jogo de segunda-feira

Cavalo, 37% no Criciúma

Nesta terceira passagem, Roberto Cavalo deixou o Criciúma depois de 37 partidas. Foram 11 vitórias, 15 empates e 11 derrotas, aproveitamento de 43%.

No total, somando as passagens em 2007 e de 2016 e 2017, são 115 partidas dele no comando tricolor, com 43 vitórias, 31 empates e 41 derrotas, aproveitamento de 37,3%.