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Nomes & Marcas: A música transmitida de pai para filho

Francisco Silveira e Maurício Silveira, Chico e Batoré, foram os convidados do Adelor Lessa no programa da Rádio Som Maior
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 19/09/2020 - 12:25Atualizado em 19/09/2020 - 12:27
Fotos: Alice Lessa / Especial / 4oito
Fotos: Alice Lessa / Especial / 4oito

O Nomes & Marcas desta sábado, 19, falou de música. Falou de música e de família, pois Adelor Lessa recebeu o pai e filho Francisco Silveira e Maurício Silveira. Apesar de não trabalharem diretamente e profissionalmente com a música, o gênero faz parte da vida de ambos há muito tempo e continuam prosperando belas canções em rodas de amigos e em pequenas apresentações. O Nomes & Marcas vai ao ar todo sábado às 11h30 e reprisa aos domingos, também no mesmo horário, na Rádio Som Maior. 

Francisco Silveira, mais conhecido como Chico Melodia ou Chico do Coruja, é ex-bancário e servidor federal, teve seu primeiro contato com violão aos 12 anos. "Minha mãe queria que eu fosse pianista. Dai eu pensei 'bah, esse piano aqui não dá para levar para qualquer lugar' e um dia eu cantei para o meu pai e ele me deu um violão. Meu pai me deu um violãozinho verde, deveria ter uns 12 anos. Enquanto a rapaziada jogava bola eu ficava embaixo de um poste tocando violão", contou. 

Conforme ele, sempre foi ligado a música e prosperou no setor de modo amador, nunca com pretensão profissional. "Meu pai gostava muito de música clássica. Meu pai me chamava para ouvir na vitrola junto com ele escutando música clássica", completou.

Francisco Silveira - Chico Silveira (Foto: Alice Lessa / Especial / 4oito)

Maurício Silveira, mais conhecido como Batoré, é filho de Chico, e desde cedo seguiu os passos do pai, só que ao contrário de Chico, optou pelo cavaquinho, por volta dos 14 ou 15 anos. "Eu comecei no violão, porque o pai também tinha o violão e me deu um uma vez e eu comecei o violão. Mas eu não tinha muita paciência para aprender. A didática era mais para um violão clássico e o cavaquinho chegou por meio do pagode e dos amigos. Peguei um cavaquinho emprestado de um amigo e comecei a tentar, do que eu sabia do pai do violão e fui tocando", comentou. 

Maurício Silveira - Batoré

Pretensão profissional

Nem Chico e nem Batoré tiveram a pretensão de seguir carreira profissional, somente divertem familiares e amigos em pequenas apresentações. Chico foi um dos fundadores do Grupo do Coruja, conhecido grupo de samba da região. "A música é isso que a gente tá fazendo. Aqui de brincadeira. Isso eu gosto, dos nossos sambas e brincadeiras de famílias, nunca tive predileção para seguir profissionalmente", comentou Chico. 

Batoré segue o mesmo pensamento do pai. "Como o meu pai , nunca tive essa pretensão. Eu sei que é difícil. Eu acompanho pessoaas que estão nesse mundo e tem que ter uma disciplina muito rígida", acrescentou. 

A música na atualidade

Conforme Chico, a música para prosperar depende de muitos fatores e muda constantemente. "Caetano e Chico tiveram o seu momento de glória, mas hoje sem tanto estar na mídia. A música hoje muda muito, até mesmo pelo interesse financeiro. Então não depende só de força de vontade, tem outros diversos fatores", comentou. 

Para Batoré, a música precisa de estudo. "E por mais que os gostos musicais mudam e se renovam. A gente acompanha as lives e vê que tem gente muito boa trabalhando junto com os cantores", completou.

O sentimento da música

Tanto Chico quanto Batoré compuseram músicas, que transmitem seus sentimentos. "As vezes uma imagem, um sentimento, isso que faz e inspira a composição. E eu faço a letra e a música junto. Faço junto", enfatizou. As principais músicas de Chico são Ponto Final e Vulto de Seda. 

Conforme Chico, a música aproxima as pessoas."Eu sempre falava para o Maurício que a música você toca na cobertura como na barraca. Você tem trânsito e conhece muita gente", enfatizou. 

Ouça a entrevista na íntegra