O Sindicato das Indústrias de Cerâmica de Criciúma e Região (Sindiceram) recebeu de forma positiva a confirmação da venda da unidade da Dexco, em Urussanga, para a Cerâmica Carmelo Fior, de São Paulo. Em nota ao portal 4oito, a instituição afirmou que a expectativa de reativação da planta representa oportunidade para impulsionar o setor cerâmico na região Sul de Santa Catarina e gerar novos postos de trabalho.
O posicionamento foi divulgado após a Dexco confirmar a negociação da fábrica por R$ 170 milhões. O negócio prevê a transferência do terreno e de parte dos equipamentos da unidade industrial para a empresa paulista. A conclusão da operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, entre elas a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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Para o Sindiceram, a possível retomada das atividades da fábrica pode contribuir para a geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva e valorização do polo cerâmico catarinense. "A expectativa de reativação da planta representa uma excelente notícia para toda a região Sul de Santa Catarina, especialmente pela perspectiva de retomada de empregos, geração de renda, fortalecimento da cadeia produtiva e valorização do polo cerâmico catarinense", destacou a entidade.
A unidade de Urussanga teve o encerramento das atividades produtivas anunciado pela Dexco em maio deste ano. Na ocasião, mais de 150 trabalhadores foram desligados, enquanto parte dos funcionários foi transferida para a unidade de Criciúma. Desde então, a empresa sustentava que a decisão fazia parte de uma estratégia para concentrar a produção nas fábricas de Criciúma e Botucatu (SP), justificativa reiterada no anúncio da venda.
Competitividade segue como preocupação
Apesar de comemorar a chegada de um novo investidor, o Sindiceram aproveitou a manifestação para reforçar um antigo pleito do setor. Segundo a entidade, a indústria cerâmica catarinense ainda enfrenta perda de competitividade devido aos elevados custos de produção, principalmente em relação às tarifas de distribuição do gás natural em Santa Catarina.
Na avaliação do sindicato patronal, o custo da distribuição do insumo reduz a capacidade de competição das empresas instaladas no estado frente às indústrias de outras regiões do país.
"Para que novos investimentos sejam estimulados e para que o setor continue gerando emprego, renda e desenvolvimento, é indispensável o avanço de medidas que restabeleçam a competitividade da indústria, em especial por meio da revisão da política tarifária de distribuição do gás natural", conclui o Sindiceram.
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