A deputada federal eleita Júlia Zanatta (PL) participou de uma reunião em Brasília com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e outros parlamentares, governadores e senadores do partido para alinhar a campanha do segundo turno. Segundo ela, a orientação é manter as bases mobilizadas e evitar qualquer clima de vitória antecipada.
Júlia afirmou que a campanha deverá concentrar os discursos em temas como segurança pública, combate ao crime organizado, impostos e economia. A deputada também criticou declarações do presidente Lula sobre sua atuação e disse que pretende responder às críticas durante a campanha.
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O encontro reuniu, além de Júlia, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, os governadores do Paraná e do Rio Grande do Sul, Ratinho Junior e Eduardo Leite, além dos senadores eleitos Carlos Bolsonaro e Carol De Toni e outros parlamentares do PL.
Segundo turno exige mobilização
Segundo Júlia, Flávio Bolsonaro pediu aos aliados que permaneçam mobilizados nos Estados e não tratem o resultado do primeiro turno como uma eleição já definida. Ela afirmou que a campanha deverá reforçar pautas que, na avaliação dela, ajudaram o PL a conquistar votos.
“Foi pedido para a gente ficar nos nossos estados mobilizados em campanha. Apesar de a gente ter tido uma diferença e ter ido para o segundo turno vencendo, a gente não pode ficar naquele clima de já ganhou”, afirmou.
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segurança pública e combate ao crime organizado;
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redução e revisão do que considera aumento excessivo de impostos;
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defesa de um ambiente mais favorável para empresas e investimentos;
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mobilização dos eleitores para o segundo turno;
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combate ao que Júlia classificou como fake news contra Flávio Bolsonaro.
A deputada também afirmou que é necessário convencer os eleitores a comparecer às urnas. Segundo ela, deixar de votar não representa uma forma de protesto.
“Eu até no primeiro turno cheguei a conversar com algumas pessoas que foram viajar, isso não é legal. Não ir votar não é um ato de protesto, pelo contrário, é você ser conivente com tudo que está aí. Então a gente tem o dever moral de irmos às urnas no segundo turno, dia 25”, declarou.
Júlia responde a críticas de Lula
Durante a entrevista, Júlia também comentou as críticas feitas por Lula à sua votação e ao uso de um relho, objeto que marcou parte de sua campanha em Santa Catarina. Segundo ela, o presidente citou o tema em um discurso recente.
“Até hoje o presidente Lula me citou num discurso dele dizendo que é absurdo uma mulher tão bem votada, mulher mais votada, carregando um relho. Mas a verdade é que ele está com medo porque a gente vai ganhar de relho, como eu ganhei de relho em Santa Catarina”, afirmou.
Júlia também disse que pretende usar a campanha para defender o resultado obtido pelo PL em Santa Catarina e no Sul do país. Na avaliação dela, a votação do partido demonstra força para a disputa nacional.
A deputada afirmou ainda que o partido ampliou sua bancada na Câmara e que a eleição dos senadores apoiados pelo grupo no Sul aumenta a confiança para o segundo turno.
Segurança será uma das principais pautas
Ao falar sobre os assuntos que devem dominar a campanha, Júlia colocou a segurança pública entre as prioridades. Ela criticou a postura do governo federal em relação ao crime organizado e afirmou que o tema precisa ser tratado de forma mais ampla.
“Acredito que a questão do Lula, ele chamar o pessoal do crime organizado de meus criminosos, e ter se recusado em classificar as organizações narcoterroristas como organizações narcoterroristas, fazendo um enfrentamento ao crime organizado, ao tráfico de drogas, de uma maneira macro”, disse.
Segundo Júlia, a situação é diferente em Santa Catarina, onde ela considera que a segurança pública apresenta resultados melhores do que em outras regiões. A deputada citou também a questão do acesso a armas como parte da cultura catarinense.
Ela afirmou que pretende levar para a campanha relatos sobre a violência em outros Estados e defendeu uma política nacional de combate ao crime organizado.
Economia também deve entrar no debate
Além da segurança, Júlia afirmou que a economia será outro foco do segundo turno. Ela citou o aumento de impostos, o endividamento das famílias e o custo dos produtos como temas que, na avaliação dela, atingem diretamente a população.
“Nós vamos falar sobre a questão dos impostos, do aumento excessivo de impostos, que as famílias estão endividadas, 80% das famílias endividadas. Nós vamos falar que o mercado está tudo caro, porque escolhas econômicas erradas elas têm consequências”, afirmou.
A deputada também defendeu maior segurança jurídica e um ambiente mais favorável para empresas e investimentos. Segundo ela, o objetivo é levar para o restante do país características que, na sua avaliação, fazem Santa Catarina se destacar.
“O meu sonho, Adelor, é replicar um modelo de Santa Catarina para o Brasil, mais autonomia, mais liberdade econômica, autonomia financeira”, declarou.
Ao final da entrevista, Júlia afirmou que a campanha deverá buscar eleitores que não acompanham diariamente a política, mas que sentem os efeitos das decisões tomadas pelos governos.
“Todo mundo sabe que tem investidor saindo do Brasil para ir para o Paraguai. Nós precisamos ter segurança jurídica, nós precisamos ter um ambiente favorável aos negócios. Essa é a verdade”, afirmou.
A deputada encerrou a entrevista defendendo a vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno. “Vamos resgatar o Brasil”, disse.
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