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Morte de jovem acende alerta sobre GNV

Em Criciúma, órgãos como o Procon e a Famcri realizam ações de fiscalização em motores a gás
Por Bruna Borges Criciúma, SC, 10/01/2019 - 08:23
Divulgação
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A suspeita de que a morte do jovem Rafael Maria Ribeiro, de 22 anos, morador da cidade de Sangão, tenha tido relação com inalação de Gás Natural Veicular (GNV) levantou o alerta também na Região Carbonífera. Ribeiro foi internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão, na terça-feira e morreu ontem. A real causa da morte ainda não foi confirmada, mas os rumores trouxeram à tona o tema.

Em Criciúma, no mês de outubro de 2018, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de Criciúma (Procon) realizou uma fiscalização dos estabelecimentos que fazem a instalação do kit GNV na cidade. “Nós recebemos reclamações de uma empresa que estava fazendo instalações sem dar a devida garantia, também de que utilizava peças usadas, reaproveitava de veículos antigos”, relembra o coordenador do Procon, Gustavo Colle.

“Então, tivemos a ideia de fazer essa operação e chamamos outras entidades para estar presentes, como o Ministério Público, o Corpo de Bombeiros e o Imetro para verificarmos in loco as empresas, que eram em torno de cinco aqui na cidade”, completa Colle.

Durante a fiscalização realizada naquela época, nada de anormal foi encontrado no serviço realizado. “Não havia nenhuma irregularidade nos kits de GNV, nós só achamos problemas de alvarás, mas apenas coisas burocráticas”, relata o coordenador. 

Encaminhamento ao MP

Na sequência da operação, uma nova denúncia chegou ao Procon de Criciúma, também relacionada à instalação irregular. “Enviamos para o Ministério Público as informações que chegaram para nós, mas até onde sabemos ainda não foi instaurado um inquérito sobre isso”, afirma Colle. 

Outro órgão responsável por fiscalizar estabelecimentos que trabalham com GNV na cidade é a Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri). Também no ano passado, a entidade vistoriou uma empresa após receber denúncias de forte cheiro de gás no Bairro Milanese. Ainda assim, os técnicos concluíram que o local estava dentro dos padrões e possuía todas as licenças necessárias.

Combustível seguro

A suspeita inicial sobre a morte de Ribeiro é que havia vazado GNV de seu automóvel, promovendo uma intoxicação no jovem. Entretanto, em sua página na internet, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) garante que o combustível é seguro e que “em caso de escapamento, o GNV se dissipa rapidamente na atmosfera, evitando concentrações de produtos potencialmente perigosos”. 

Procurada pela reportagem do A Tribuna, a assessoria de imprensa do Hospital Nossa Senhora da Conceição respondeu que não tem autorização para divulgar o quadro clínico de seus pacientes.