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Moacyr Franco fala sobre a carreira e história com Silvio Santos

Ele é um dos artistas mais completos do Brasil, e aos 81 anos, nega ter medo da morte
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 02/11/2017 - 13:44Atualizado em 03/11/2017 - 09:17

Moacyr Franco é um dos artistas mais conhecidos da TV brasileira e já fez praticamente de tudo em frente às câmeras. Ele afirma que a necessidade lhe ajudou, como a aprender acordes de violão. Uma coisa que ele não gosta é contar duas vezes o mesmo texto. O cantor participou do Programa do Avesso, no fim de maio.

“Eu prefiro passar a madrugada inteira escrevendo do que repetir uma piada. Eu gosto de coisa nova”, disse.

Ele é amigo de Silvio Santos desde 1958, sendo que o homem do baú foi fundamental no início de sua carreira. “Silvio Santos tinha uma Rural, ele usava um sapato preto, um terno azul e uma gravata riscada. Essa era a roupa do Silvio Santos dia e noite. As rádios contratavam os locutores para os programas, mas o dele era às 11h da manhã e não tinha artistas, então fui ganhando oportunidades de subir ao palco”, relembra.

Com tanto tempo de amizade, é claro que surgem histórias engraçadas. Moacyr garante que o camarim do dono do SBT é modesto e foi lá que aconteceu um dos casos mais curiosos.

“Estávamos discutindo sobre o seriado Meu Cunhado, então caiu um parafuso dos meus óculos e eu fiquei preocupado procurando. O Silvio virou de quatro e entrou no meio de minhas pernas, neste momento a secretária entrou no camarim”, conta.

Além de humorista e ator, Moacyr também é cantor e compositor, sendo o autor de diversas músicas de sucesso. “Eu estava assistindo as Olímpiadas e daí toca ‘Me dá um dinheiro aí’, foi muito emocionante, em um evento para mais de dois bilhões de pessoas”, destaca.

Os ponteiros do relógio parecem correr cada vez mais rápido. Para o artista, uma das piores sensações é ver notícias antigas, pois percebe que está envelhecendo. Pai de seis filhos, aos 81 anos, ele garante não ter medo da morte.

“A única coisa que me preocupa é pensar que os meus filhos não conseguem viver sem mim. A morte não me preocupa, até hoje eu telefono para eles toda hora para ver como estão”, garante Moacyr.