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Manifestantes protestam em defesa da APA da Baleia Franca em Imbituba

Projeto que pretende alterar o traçado terrestre da APA da Baleia Franca está em regime de urgência

Por José Demathé Criciúma, SC, 12/07/2026 - 12:55 Atualizado há 1 minuto
Protesto em defesa da APABF ocorreu nesse domingo | Foto: Divulgação/Janaine Longhi/4oito
Protesto em defesa da APABF ocorreu nesse domingo | Foto: Divulgação/Janaine Longhi/4oito

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Manifestantes se reuniram na manhã deste domingo (12) na Praia do Rosa, em Imbituba, para um ato público pacífico batizado de "Abraço em Defesa da APA da Baleia Franca".

A manifestação é uma resposta direta à aprovação do regime de urgência, na Câmara dos Deputados, para o Projeto de Lei nº 849/2025. A proposta legislativa visa extinguir toda a porção terrestre da Área de Proteção Ambiental (APA), limitando a unidade de conservação federal apenas à área marítima a partir da linha de maré cheia.

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Ato público pacífico batizado de "Abraço em Defesa da APA da Baleia Franca" | Foto: Divulgação/Janaine Longhi/4oito

Projeto avança em Brasília e acelera tramitação

O projeto que pretende alterar o traçado terrestre da APA da Baleia Franca deu um passo importante na Câmara dos Deputados com a aprovação do regime de urgência. Na prática, a medida recebeu 279 votos favoráveis e 162 contrários, permitindo que a proposta seja analisada diretamente pelo plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões temáticas da Casa.

A autora do projeto, deputada federal Geovania de Sá (Republicanos), declarou em entrevista à rádio Som Maior que a proposta não extingue a unidade de conservação, mas busca modificar o limite terrestre da APA entre Laguna e Jaguaruna.

"Nós queremos apenas corrigir uma injustiça e colocar o traçado da mesma forma que acontece no restante do litoral catarinense", destacou a parlamentar.

Segundo a deputada, o traçado atual atinge cerca de 50 mil famílias e ocupa aproximadamente 33% da área terrestre dos dois municípios, o que, de acordo com seu gabinete, dificulta a regularização de imóveis e o acesso a serviços básicos. A parlamentar defende que a alteração busca padronizar o traçado da APA com o restante do litoral catarinense, onde a delimitação ocorre sobre a faixa marítima.

"A baleia vive no mar e a proteção deveria ser da orla para o mar, e não na área terrestre", afirmou.

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