A deputada federal criciumense Júlia Zanatta (PL) se diz “pronta para o combate” após ser citada como possível nome para concorrer como vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A sugestão partiu de Eduardo Bolsonaro e movimentou as redes sociais.
Flávio Bolsonaro, que aparece nas pesquisas como um dos nomes da oposição a Lula (PT) nas eleições de 2026, estaria alinhado à ideia de ter uma mulher como vice. Em entrevista à Rádio Som Maior, Júlia se colocou à disposição caso o pré-candidato e o partido entendam a indicação como viável.
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“Eu recebi com muita alegria a manifestação sempre gentil comigo. Eu não tinha falado com ele, mas ontem ele me ligou, conversamos e ele disse: ‘eu defendo mesmo o teu nome para vice porque o Flávio está com essa história de colocar uma mulher como vice, então que seja uma mulher combativa, uma mulher do nosso lado, uma mulher que tem feito um bom trabalho na Câmara dos Deputados’, explica.
Em publicação no X, Eduardo Bolsonaro escreveu que Júlia está “à altura do cargo”. “Basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda”.
“Fiquei feliz com essa menção, engrandece o nosso trabalho, a nossa dedicação, todo o nosso combate durante esses quase quatro anos. Estou pronta para o combate, se isso acontecer ou se isso não acontecer, porque na Câmara dos Deputados nós também vamos precisar, num eventual governo Flávio, de pessoas combativas lá, com coragem, para defender as pautas necessárias para aquilo que a gente quer para o Brasil”, declarou.
“Escolha aos 45 do segundo tempo”
Os partidos e federações possuem uma janela entre 20 de julho e 5 de agosto para realizar as convenções partidárias, quando escolhem e oficializam os candidatos que concorrerão nas eleições. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Júlia afirma que, em janeiro, aconselhou Flávio a definir o vice “aos 45 do segundo tempo”. Ela justifica:
“Não que ele vá me escutar, mas eu dei a minha opinião. Se você escolhe agora, outros que tinham expectativa já ficam chateados, sabe como é que é. Eu acho que ele pode esperar um pouco mais, ver o que acontece e fazer mais conversas. Eu vou estar ao lado dele na escolha que ele fizer. Nós precisamos ganhar essa eleição”, afirma.
Questionada se o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a apoiaria como vice, ela foi taxativa. “Acredito que o Valdemar vai ser o menos a favor disso”, pontuou.
Confira a entrevista completa:
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