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Inadimplência do consumidor sobe 1,7% em julho

Levantamento aponta uma queda no acumulado do dos últimos doze meses
Por Redação São Paulo, SP, 14/08/2019 - 12:53
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De acordo com dados nacionais da Boa Vista, a inadimplência do consumidor avançou 1,7% em julho na comparação com junho, já descontados os efeitos sazonais. Em relação a julho do ano passado, o indicador recuou 0,6%. Com isto, ele acumula queda de 4,6% no ano e 3% no acumulado 12 meses (agosto de 2018 até julho 2019 frente aos 12 meses anteriores). 

Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, todas as regiões ainda registram queda: Centro-Oeste (-4,3%), Norte (-2,9%), Nordeste (-2,7%), Sul (-6,5%) e Sudeste (-1,9%). A região Nordeste foi a única a apresentar queda na comparação mensal (-1,4%).

A queda da inadimplência observada desde o final de 2016 pode ser explicada pela maior cautela das famílias, pela capacidade de endividamento dos consumidores ainda limitada pelo fraco crescimento da renda e pelo efeito defasado da maior seletividade dos bancos no período mais agudo da crise.

Com isto, a inadimplência dos consumidores atingiu um patamar historicamente baixo, o que proporcionou a redução dos juros e motivou o aumento das concessões a partir de 2017.

Os economistas da Boa Vista têm alertado que o elevado nível de desocupação e subutilização da mão-de-obra, somado à lenta recuperação da renda, aumenta o risco de que a expansão recente dos empréstimos resulte em maior inadimplência.

Ao menos por enquanto, porém, o indicador de registros segue oscilando nas variações mensais. Após a queda de junho, o indicador novamente apontou avanço em julho. A queda no acumulado em 12 meses, por sua vez, permaneceu igual ao resultado de junho.

O avanço da reforma da Previdência e seu impacto na redução dos juros futuros são uma boa notícia para o mercado de crédito, que também tende a ser favorecido pela inclusão automática no Cadastro Positivo, em vigor desde o dia 9 de julho.

Apesar da inadimplência baixa e do avanço em medidas estruturais, contudo, uma retomada mais vigorosa do crédito aos consumidores, sem aumento dos riscos, segue condicionada às condições do mercado de trabalho e ao endividamento das famílias.