Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...

Impeachment: Voto de Sargento Lima é posto em dúvida

Deputado Kennedy expôs ao presidente Roesler que Lima não poderia ter fracionado votos contra Moisés e a favor de Daniela
Denis Luciano
Por Denis Luciano Florianópolis, SC, 24/10/2020 - 01:12Atualizado em 24/10/2020 - 01:18
Kennedy expõe dúvida sobre voto de Sargento Lima para o presidente Roesler / Foto: Bruno Collaço / Agência AL
Kennedy expõe dúvida sobre voto de Sargento Lima para o presidente Roesler / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

O voto dado pelo deputado Sargento Lima (PSL) no tribunal misto do impeachment, na noite desta sexta-feira, 23, está sendo fiel da balança. É por conta do voto dividido dele que, tudo indica, Carlos Moisés (PSL) será afastado por 180 dias e a vice Daniela Reinehr (sem partido) poderá assumir por 180 dias como governadora, na sequência do processo.

Ocorre que Lima votou pelo afastamento de Moisés e pelo arquivamento do processo envolvendo Daniela. O deputado Kennedy Nunes (PSD), relator da comissão especial no tribunal misto, que votou pelo afastamento de ambos, questionou o presidente do tribunal, desembargador Ricardo Roesler, sobre a validade do voto fracionado do deputado do PSL. Kennedy elencou o item 15 do regramento do tribunal misto para apontar que Lima deveria ou ter votado com o relator, ou contra ele, sem separar os votos entre governador e vice.

Caberá ao presidente Ricardo Roesler se pronunciar a respeito em instantes. O deputado Laércio Schuster (PSB) está dando o último voto, e confirmará pelo afastamento de Moisés e Daniela. Com isso, levando em conta o voto original de Sargento Lima, são seis votos pelo afastamento de Moisés e empate em 5 a 5 no caso de Daniela. Assim sendo, Roesler deverá, como presidente, dar o voto de minerva para definir se a vice será afastada por 180 dias ou se assumirá o governo no afastamento do titular Moisés. Se Daniela também for afastada, caberá ao deputado estadual Júlio Garcia (PSD), presidente da Alesc, governar o Estado por seis meses, durante o processo de impeachment.

(Com informações do jornalista Gregório Silveira / 4oito)