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Governo anuncia medidas para reduzir impactos do novo tarifaço dos Estados Unidos

Linhas de crédito e apoio à diversificação de mercados serão oferecidos aos setores mais atingidos pela taxação de 25%

Por Gabrielle Rebelo 17/07/2026 - 12:57 Atualizado há quase um minuto
Governo federal anunciou que vai retomar o programa de apoio às empresas brasileiras afetadas pelo novo tarifaço | Foto: Agência Brasil/Divulgação/4oito
Governo federal anunciou que vai retomar o programa de apoio às empresas brasileiras afetadas pelo novo tarifaço | Foto: Agência Brasil/Divulgação/4oito

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O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) que vai retomar o programa de apoio às empresas brasileiras afetadas pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A medida ocorre após o governo norte-americano confirmar uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, que passa a valer a partir de 22 de julho.

Durante coletiva de imprensa em Brasília, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a prioridade do governo é minimizar os impactos da taxação sobre os setores mais atingidos.

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Entre os segmentos afetados estão madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Para essas empresas, o governo pretende disponibilizar linhas de crédito para capital de giro e investimentos, além de apoio para ampliar as exportações a novos clientes e mercados internacionais.

Entre os segmentos afetados estão madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar | Foto: Arquivo/4oito

2,4 mil empresas brasileiras foram atingidas 

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que cerca de 2,4 mil empresas brasileiras foram atingidas pelas novas tarifas. Juntas, elas representam aproximadamente 18% das exportações nacionais destinadas aos Estados Unidos, o equivalente a cerca de US$ 7,4 bilhões com base nos números de 2024.

Apesar do impacto, o governo destacou que mais da metade das exportações brasileiras para o mercado norte-americano ficou de fora da nova taxação. Produtos como carnes, café, óleos e itens da indústria aeronáutica foram preservados.

Segundo o MDIC, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 12,1% para 9,4% em 2026, reforçando a estratégia de diversificação de mercados para reduzir a dependência comercial do país.

Reciprocidade economica 

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo também estuda a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. A legislação permite que o Brasil adote medidas comerciais em resposta a ações unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade nacional.

Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a decisão norte-americana como uma interferência externa indevida e afirmou que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos não possuem fundamento técnico. "É inadmissível, do ponto de vista do governo, ter essa interferência externa, seja ela política, econômica, seja ela uma forma qualquer para afugentar e constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros", afirma.

Governo brasileiro também contestou outras alegações feitas pelos Estados Unidos | Foto: GOV/Divulgação/4oito

Justificativas apresentadas envolvendo o pix

Durante a coletiva, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também rebateu uma das justificativas apresentadas pelos Estados Unidos envolvendo o Pix. "Seria mais ou menos como tentar dizer que, ao criar o saneamento básico, prejudicou a receita de quem tem caminhão pipa. Por mais estapafúrdio que possa parecer esse argumento, nem ele se comprovou verdade". destaca 

Ele afirmou que o sistema de pagamentos brasileiro não prejudicou empresas norte-americanas e destacou que, após a criação do Pix, o mercado de cartões de crédito cresceu cerca de 150%, demonstrando que os meios de pagamento continuaram se expandindo.

O governo brasileiro também contestou outras alegações feitas pelos Estados Unidos, como supostas irregularidades relacionadas ao desmatamento e ao comércio ilegal de madeira. O Ministério do Meio Ambiente afirmou que os argumentos não possuem embasamento técnico e lembrou que o desmatamento na Amazônia foi reduzido em cerca de 50% nos últimos três anos.

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