Com a aproximação da Copa do Mundo e a febre dos álbuns de figurinhas, criminosos estão aproveitando o momento para aplicar golpes pela internet. A promessa de figurinhas raras por preços atrativos tem levado consumidores a cair em fraudes virtuais, segundo alerta da Polícia Civil.
De acordo com o delegado Márcio Campos Neves, o esquema é mais uma versão do já conhecido estelionato eletrônico, adaptado às tendências do momento.
“Trata-se de mais uma modalidade de estelionato, mas apenas com a mudança do formato. Venda de produtos gato por lebre pela internet. Valores abaixo do valor de mercado, eles anunciam e não entregam”, explica o delegado.
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Segundo ele, os criminosos utilizam o preço reduzido como principal estratégia para atrair vítimas. O atrativo é o preço menor do que o de mercado.
"As pessoas acreditam que estão fazendo um bom negócio, que estão sendo espertas, mas na verdade estão sendo passadas para trás e acabam dando dinheiro para os criminosos”, conta.
Golpistas adaptam anúncios a datas comemorativas
Além disso, os golpistas adaptam os anúncios conforme datas e acontecimentos populares. O objetivo é fazer parecer o mais real possível.
“Eles apenas mudam o formato, mas é o velho golpe do estelionato eletrônico. Na época do Natal usam promoções natalinas, na Páscoa fazem promoções de Páscoa, e agora com a Copa do Mundo se aproximando, estão usando o álbum e as figurinhas”, destaca.
Ainda conforme Neves, os criminosos costumam anunciar figurinhas consideradas raras ou difíceis de encontrar para convencer colecionadores desesperados para completar o álbum.
“Eles dizem que têm as figurinhas mais escassas, a pessoa precisando daquela figurinha para completar o álbum, acaba pagando um valor considerável, embora abaixo do valor de mercado, quando na verdade é golpe”, alerta.
Orientação é priorizar negociações locais e desconfiar de promessas fáceis
A orientação da Polícia Civil é que consumidores evitem negociações suspeitas e desconfiem de ofertas muito vantajosas.
“A gente orienta que as pessoas não façam esse tipo de negócio, porque dinheiro não cai do céu, fada madrinha não existe, Papai Noel não existe, coelhinho da Páscoa também não. O ideal é fazer negócios locais, onde existe uma garantia maior de não cair em golpes”, finaliza o delegado.
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