A campanha de Lula precisa mudar a comunicação para o segundo turno e apresentar uma perspectiva de futuro aos eleitores. Essa é a avaliação da deputada federal eleita Giovana Mondardo, que participou de uma reunião com o presidente e outros parlamentares jovens, em Brasília.
Conforme Giovana, o encontro teve como foco a construção de uma frente de parlamentares aliados para atuar na campanha. Entre as principais pautas estão o fim da escala 6x1, a geração de empregos, tecnologia e um projeto nacional de desenvolvimento.
LEIA MAIS:
- Amin atribui derrota à falta de alinhamento com o núcleo bolsonarista: “Voto não se discute”
- Camilo Martins defende presidência da Alesc para o PL e diálogo com outros partidos
- Jessé Lopes defende protagonismo do PL e apoia nome do partido para presidir a Alesc
“O primeiro e o segundo turno são uma campanha completamente diferente. O balanço que precisa ser feito é justamente uma adaptação da mensagem e uma adesão a essa nova formatação da política brasileira, que passa muito pelas redes sociais, mas também por uma atualização das demandas mais latentes da sociedade”, afirmou em entrevista ao programa Ponto Final, da Som Maior.
A deputada também defendeu uma mudança na forma de comunicação da campanha, especialmente nas redes sociais, e disse que é preciso apresentar as demandas mais urgentes da população. Para ela, o curto período até a votação exige que a campanha deixe de lado parte da discussão sobre o passado e consiga mostrar como as propostas do governo podem responder às questões econômicas que atingem principalmente as novas gerações.
Critica à Flávio Bolsonaro e Júlia Zanatta
Durante a entrevista, Giovana também comentou a citação feita por Lula à deputada Júlia Zanatta e ao uso do relho em discursos políticos. Ela afirmou que o símbolo representa, na sua avaliação, uma posição de enfrentamento aos trabalhadores.
“O relho tem um semblante, o chicote, ele tem um semblante que é o chicote naquele ombro do trabalhador, porque é esse trabalhador explorado, que está trabalhando na escala 6x1, que ela mesma vota contra o fim da escala seis por um”, declarou.
Giovana também criticou a candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou que um eventual governo da família Bolsonaro representaria, na avaliação dela, um retrocesso.
“Essa campanha de Flávio Bolsonaro representa não só retrocessos, mas a toxicidade que esses segundos governos mais conservadores no mundo inteiro têm representado. Movimentos ultraconservadores estão tirando direitos conquistados e cristalizados, que a gente acha que nunca vão ser revogados no país”, afirmou.
Entre os pontos defendidos pela deputada para o segundo turno estão:
-
Fim da escala 6x1
-
Geração de empregos
-
Tecnologia e indústria 4.0
-
Investimentos em ciência e pesquisa
-
Demandas econômicas das novas gerações
-
Mudança na comunicação da campanha
-
Atuação nas redes sociais
Giovana afirmou ainda que não aposta em uma campanha baseada apenas no passado ou no chamado voto de gratidão.
“Eu não aposto nessa campanha que fala muito sobre passado, sobre o voto de gratidão. Eu aposto nessa campanha que dá perspectiva de futuro, que dá possibilidade e que rejeita aqui tudo aquilo que é retrocesso que Flávio Bolsonaro representa”, disse.
Reunião com Geraldo Alckmin
Após o encontro com Lula, Giovana afirmou que participaria de uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin para tratar da comunicação da campanha e da atuação do grupo de jovens parlamentares.
“Ele tem se direcionado bastante para o processo da comunicação da campanha. A gente está aqui no comitê de campanha em Brasília para organizar esse segundo turno a partir dessa comunicação junto com a turma jovem”, explicou.
A deputada também destacou investimentos federais em Santa Catarina nas áreas de indústria, inovação, ciência e pesquisa. Segundo ela, o Estado recebeu investimentos equivalentes a 11% do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, percentual que classificou como proporcionalmente o maior do país.
“Aqui a gente está para levar essa mensagem também para Santa Catarina, mostrando o investimento que o Governo Federal fez para as indústrias, para as empresas, para a inovação, para a ciência e pesquisa do Estado”, finalizou.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!