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Gambá em Criciúma não é exclusividade do Heriberto Hülse

Segundo biólogo, marsupial é muito comum na fauna da cidade
Por Vítor Filomeno Criciúma, SC, 18/04/2022 - 13:43 Atualizado em 18/04/2022 - 13:48
Fotos: Guilherme Hahn / Especial / 4oito
Fotos: Guilherme Hahn / Especial / 4oito

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Na estreia do Criciúma no Campeonato Brasileiro da Série B, além da vitória e do bom público, outro acontecimento chamou a atenção, repercutindo nacionalmente. No segundo tempo da partida contra o Londrina, na última quinta-feira, 14, um gambá atravessou o gramado do Estádio Heriberto Hülse, paralisando o jogo momentaneamente.

Árbitro e atletas do Londrina se esforçaram em retirar o animal do meio do campo para dar continuidade à partida. O "passeio" do marsupial foi tão curioso que levantou gritos da torcida carvoeira de "Gambá! Gambá! Gambá!".

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Veja o vídeo do gambá no gramado do Majestoso:

O fato, apesar de inusitado, é que o animal não é raridade em Criciúma. Em entrevista ao programa Conexão Sul, da Rádio Som Maior, desta segunda-feira, 18, o biólogo Vitor Bastos afirmou que há um bom número de gambás vivendo na cidade. Ele ainda acredita que o bichinho que invadiu o gramado seja um macho já adulto.

"Foi interessante, porque ele resolveu aparecer no dia em que tinha 12 mil pessoas dentro do estádio. Aquela espécie é o gambá-de-orelha-branca. Em Criciúma, temos duas espécies de gambá: o de orelha-preta, que é mais florestal, e o de orelha-branca, que vive tanto em ambiente florestal quanto urbano. O gambá-de-orelha-branca é mais comum em áreas periurbanas e urbanas. Ele é muito comum em forro de casa, em galpão, em galinheiro. Eles se alimentam de várias coisas e acabam achando abrigo, como o estádio Heriberto Hülse, dentro da estrutura", explicou Bastos.

Pelo que viu do momento da "invasão", o biólogo crê que o gambá estava um pouco assustado no momento em que cruzou a cancha do Majestoso. "Acredito que ele está vivendo embaixo da arquibacanda e foi parar no gramado aquele dia. Eu vendo fiquei com dó. Ele estava assustado. Muita luz, barulho, coisas que eles não estão acostumados. Na hora, eu estava próximo do estádio e fiquei com vontade de tentar achá-lo para tirá-lo dali", comentou.

Sobre a ação dos jogadores e do árbitro da partida na tentativa de retirar o animal do campo, Vitor Bastos disse que foi feito o correto para aquela situação e ainda detalhou o que deve ser feito caso a população encontre um exemplar dentro de casa.

"Eles fizeram o certo. Não é bom encostar no animal sem luva, porque ele pode morder. Eles fizeram o certo em tentar ir expulsando do campo, sem machucar. O melhor é a se fazer é ligar para a Diretoria do Meio Ambiente, se ele estiver dentro da tua casa. Nós vamos fazer a busca do animal e o transporte dele para a mata", esclareceu.

Ouça a entrevista completa do biólogo Vitor Bastos:

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