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“Gaiola de Ouro”: empresas teriam encoberto comércio ilegal de animais em SC

Grupo é investigado por venda interestadual, documentos falsos, lavagem de dinheiro e maus-tratos

Por Gabrielle Rebelo 03/09/2026 - 14:49 Atualizado há meio minuto
Grupo é suspeito de atuar no comércio ilegal de animais silvestres e exóticos | Foto: Divulgação/4oito
Grupo é suspeito de atuar no comércio ilegal de animais silvestres e exóticos | Foto: Divulgação/4oito

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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a Operação “Gaiola de Ouro”, que investiga um grupo suspeito de atuar no comércio ilegal de animais silvestres e exóticos.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em quatro municípios catarinenses: Blumenau, Indaial, Barra Velha e Criciúma.

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A ação ocorre em apoio à 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Indaial e busca reunir provas relacionadas a possíveis crimes contra a fauna, maus-tratos a animais, irregularidades financeiras e tributárias e atuação de uma organização criminosa.

Segundo o MPSC, as investigações apontam que os suspeitos teriam utilizado empresas formalmente constituídas para dar aparência de legalidade às atividades investigadas.

O grupo também é suspeito de realizar a comercialização interestadual de animais, utilizar documentos ideologicamente falsos, lavar dinheiro e ocultar patrimônio.

Meios digitais para nogociação de animais 

Grupo também é suspeito de realizar a comercialização interestadual de animais | Foto: Divulgação/4oito

As apurações indicam ainda que os investigados teriam utilizado plataformas digitais, redes sociais e grupos de mensagens para negociar os animais. A estrutura logística própria também teria sido empregada na aquisição, transporte e comercialização dos exemplares.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que podem auxiliar no avanço da investigação. O material deverá ser analisado pelos investigadores para identificar a extensão das possíveis irregularidades e eventuais outros envolvidos.

A operação contou com a participação da Polícia Militar Ambiental (PMA), do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e da Receita Estadual.

O processo tramita sob sigilo. Conforme o MPSC, novas informações poderão ser divulgadas assim que os autos deixarem de estar sob segredo de Justiça.

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