Os funcionários do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (Hmisc), em Criciúma, notificaram a direção da unidade sobre a possibilidade de greve na quinta-feira (29). A preocupação dos trabalhadores está relacionada ao pagamento dos salários e das verbas rescisórias durante o processo de transição da administração do hospital.
A partir do dia 1º de junho, a administração será assumida pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo (SCSBC), da região do ABC Paulista. Até então, o hospital era administrado pelo Instituto Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas).
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O secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina, Diogo Marques, afirmou que o governo acompanha a situação e garantiu que o processo de transição já está em andamento. “Ontem a entidade já caracterizou de maneira muito clara o que de fato está acontecendo. Eles já iniciaram os processos de contratação das equipes de enfermagem. Inclusive ontem o número de faltas e atestados na unidade foi muito menor em relação aos dias anteriores, o que é uma boa notícia nessa fase final de transição”, afirmou.
Dificuldade para que os pagamentos sejam feitos
Segundo os funcionários, o receio é motivado pelas incertezas sobre os pagamentos neste período de troca de gestão. Os profissionais informaram que, caso o pagamento não seja realizado até o meio-dia desta quinta-feira (29), uma paralisação poderá ser iniciada.
O médico Cristhian Prado afirmou que vê dificuldades para que os pagamentos sejam feitos dentro do prazo solicitado pelos funcionários. “Só que é muito difícil imaginar que eles vão receber essas decisões até meio-dia. Eu não acredito que o Estado, nem o IDEAS, que administrou o hospital até agora, vai fazer esse pagamento”, afirmou.
Além da preocupação com os trabalhadores, o médico também alertou para os impactos que uma paralisação pode causar no atendimento aos pacientes internados. “A preocupação que a gente está tendo é que nós temos, além das entradas de pacientes externos, 45 pacientes internados. Eu não posso chegar de um dia para o outro e tentar transferir todos em um dia só”, destacou.
Pagamento gera dúvida na categoria
Ainda segundo o secretário, o principal receio dos profissionais está relacionado ao recebimento dos salários e das verbas rescisórias. “O receio, e que é um receio justo, é de não estarem recebendo esses valores, porque parte do salário é pago na rescisão. Então, o maior medo não é nem somente a questão da rescisão, mas também do salário”, explicou.
Caso o pagamento adiantado não for realizada categoria entrará em greve nesta quinta-feira (29).
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