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Fraude de R$ 7,1 milhões no transporte escolar condena ex-prefeito e empresários em Jaguaruna

Decisão judicial determina ressarcimento dos prejuízos causados ao município

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 11/09/2026 - 12:27 Atualizado há 19 segundos
Investigação apontou suposto esquema envolvendo empresas que atuavam no transporte escolar de Jaguaruna | Foto: Divulgação/4oito
Investigação apontou suposto esquema envolvendo empresas que atuavam no transporte escolar de Jaguaruna | Foto: Divulgação/4oito

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Mais de R$ 7,1 milhões em prejuízos aos cofres públicos estão no centro de uma decisão da Justiça que condenou um ex-prefeito de Jaguaruna e dois empresários por fraude em licitações do transporte escolar. O esquema, de acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), envolvia empresas ligadas entre si que simulavam concorrência para disputar contratos públicos.

As irregularidades atingiram licitações realizadas em 2019 e 2020. A investigação também apontou que contratos do transporte escolar foram prorrogados entre 2017 e 2020 sem novos processos licitatórios e sem fiscalização adequada. O valor exato do prejuízo ainda será definido durante a liquidação da sentença.

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A Justiça determinou a suspensão dos direitos políticos dos três condenados por 12 anos, além do ressarcimento dos danos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período.

Decisão judicial determina ressarcimento dos prejuízos causados ao município | Foto: Divulgação/MPSC

Um ex-servidor que também respondia à ação foi absolvido por falta de provas. A sucessora de um empresário que morreu durante o processo deverá ressarcir os danos até o limite do patrimônio herdado.

Empresas teriam simulado concorrência

Segundo o MPSC, duas empresas formalmente diferentes compartilhavam estrutura e atuavam de maneira coordenada nas licitações. A estratégia teria criado uma falsa disputa pelos contratos de transporte escolar.

A investigação apontou ainda combinação prévia de propostas e direcionamento dos Pregões nº 25/2019 e nº 03/2020, realizados para contratar o serviço com monitor.

  • Contratos teriam sido prorrogados sem novas licitações entre 2017 e 2020;
  • Duas empresas teriam atuado de forma integrada;
  • Licitações de 2019 e 2020 teriam sido direcionadas;
  • A apuração reuniu documentos, interceptações telefônicas e depoimentos;
  • A investigação contou com apoio do Gaeco e do Geac.

Investigação começou com outro contrato

A apuração teve início em 2019, após suspeitas envolvendo uma licitação para serviços de limpeza e manutenção de unidades básicas de saúde de Jaguaruna. Na época, chamou a atenção do Ministério Público o fato de uma cabeleireira vencer o contrato dias depois de o irmão deixar um cargo comissionado na prefeitura.

Transporte escolar de Jaguaruna esteve no centro da investigação do Ministério Público | Foto: Divulgação/Diário do Transporte

Diante dos indícios, a Promotoria pediu apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante a investigação, surgiram elementos envolvendo um agente político com foro por prerrogativa de função, e o caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça.

A apuração resultou na Operação Sargento Vitto, deflagrada em dezembro de 2020. Em agosto de 2021, uma nova fase passou a investigar especificamente as suspeitas de fraude no transporte escolar.

A operação recebeu o nome de Sargento Vitto em homenagem ao 3º Sargento Marcos Antônio Vitto, integrante do Gaeco em Criciúma que participou das investigações e morreu em serviço.

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