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"Famcri vai ficar refém de ameaças politiqueiras", afirma Giovana Mondardo

Vereadora explica os impactos da fundação ser transformada em secretaria
Vítor Filomeno
Por Vítor Filomeno Criciúma, SC, 24/11/2021 - 08:11Atualizado em 24/11/2021 - 08:11
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em vídeo em suas redes sociais, a vereadora Giovana Mondardo (PCdoB) protestou contra a medida da Prefeitura Municipal de extinguir a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) para transformá-la em uma secretaria de governo. A decisão da gestão do município foi divulgada nessa terça-feira, 23, e a nova Secretaria Municipal de Meio Ambiente agregaria as áreas de agricultura e sustentabilidade. Segundo Mondardo, a mudança "assusta e preocupa".

"A Famcri foi criada em 2008, com o objetivo de criar condições para que educação ambiental, monitoramento do meio ambiente, licenciamentos, fiscalizações fossem, de fato, feitas por um corpo técnico da cidade. Do ponto de vista do que essa fundação tem como objetivo, é essa autonomia, essa independência. Ou seja, não é refém e não é um órgão da Prefeitura. Por isso, criar uma secretaria que vai subordinada à Prefeitura nos assusta e nos preocupa, principalmente porque viola a autonomia e a independência da gestão ambiental e a preservação do meio ambiente aqui na nossa cidade. Quando a gente pensa no impacto disso, a gente precisa pensar que se a gente passa uma fundação, como a Famcri, para subordinação da Prefeitura Municipal de Criciúma, nesta gestão e nas próximas, ela vai ficar refém de decisões politiqueiras e dos grandes poderosos que ameaçam o meio ambiente", afirmou a vereadora.

Em nota, a Prefeitura justificou também que o modelo de gestão ambiental é "utilizado em grandes cidades do Brasil e vem sendo estudado por técnicos e consultores especializados". 

Confira o vídeo da vereadora na íntegra.