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A taça Acesc veio, mas o futebol ainda preocupa

Por Alex Maranhão 09/03/2026 - 07:59 Atualizado há 1 hora

O Criciúma garantiu, nos pênaltis, a conquista da Taça ACESC diante do bom time do Camboriú. Resultado importante. Título é título, vaga garantida e a Copa do Brasil de 2027 assegurada. No papel, missão cumprida.

Mas quem esteve no Heriberto Hülse no sábado, às 18h, viu algo que vai além do resultado.

A expectativa era de domínio do Tigre. De um time que impõe sua força dentro de casa. Do peso de um elenco que custa perto de R$ 4 milhões por mês contra um adversário respeitável, organizado, mas com uma folha salarial em torno de R$ 250 mil que nem de longe tem as condições que detém o Criciúma EC.

Um cenário que naturalmente apontava para um jogo controlado pelo Tigre.

Não foi isso que se viu.

Eduardo Baptista manteve DG no ataque mesmo após quatro jogos sem produzir praticamente nada. Recuou Vaguinho para a ala direita, tirando do jogador justamente o que ele tem de melhor: ataque ao espaço, profundidade e presença no terço final e optou por Sandry como volante que sentiu o o jogo e pouco produziu.  No banco, ficaram peças importantes  como Marcelo Hermes e Jean Irmer, enquanto o time perdia consistência confiança e organização.

O resultado em campo foi claro.

Na primeira etapa, o Camboriú tomou conta do jogo. Emerson e Choco dominaram o meio, controlaram o ritmo e fizeram o time visitante jogar com personalidade no Heriberto Hülse. Em vários momentos, o Criciúma parecia perdido: desorganizado, sem confiança e exposto a contra-ataques perigosos.

A torcida, naturalmente, se irritou.

Foi então que apareceu aquilo que muitas vezes decide jogos: talento individual.

Jonata Robert chamou a responsabilidade. O camisa 10 assumiu protagonismo, mudou o ritmo da equipe e recolocou o Criciúma no jogo. Depois, nas penalidades, o roteiro reservou drama. Alisson, que havia sido vilão alguns momentos recentes, acabou vivendo o papel de heroi da noite defendendo a última cobrança e dando o título ao tigre.

A taça ficou no Majestoso.

E isso importa.

Mas também é impossível ignorar o que o campo mostrou nesse primeiro trimestre da temporada. O desempenho coletivo ainda está abaixo do que o investimento e a camisa do Criciúma exigem.

Se esse nível de futebol aparecer na Série B, o torcedor tricolor dificilmente terá tranquilidade.

O momento pede ajustes de rota. Técnicos, táticos e também internos. Um elenco desse porte precisa entregar mais organização, mais consistência e mais protagonismo dentro de campo.

O título é bem-vindo. Sempre será, a vaga na copa do Brasil ainda mais.

Mas, no futebol, a taça muitas vezes esconde problemas que precisam ser enfrentados antes que se tornem maiores.

E o Criciúma ainda tem tempo para corrigir o rumo ou pagará muito caro na série B.

Dias melhores virão para o nosso tricolor, assim espera o seu torcedor.

Alex Maranhão

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