Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito

Criciúma apoia Fair Play Financeiro e cobra igualdade na Série B

Assunto foi debatido nessa semana na CBF; Criciúma foi representado pelo vice-presidente Matheus Benetton

Por Enio Biz 13/03/2026 - 09:26 Atualizado há 1 hora

O primeiro vice-presidente do Criciúma EC, Matheus Benetton, participou de reunião na última quarta-feira (11) com representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para discutir a implementação do Programa de Apoio e Reestruturação Financeira dos Clubes (PARF), iniciativa que busca fortalecer o chamado Fair Play Financeiro no futebol brasileiro.

O encontro reuniu clubes da Série B do Campeonato Brasileiro e teve como objetivo apresentar regras e mecanismos de fiscalização financeira que devem entrar em vigor nos próximos anos. Segundo Benetton, a reunião foi voltada à explicação sobre como funcionará o programa e quais obrigações os clubes precisarão cumprir.

“Eles apresentaram como vai funcionar e o que poderá ser cobrado. Entram nessa análise contratos de compra e venda entre clubes, salários de atletas e salários de funcionários. Tudo isso terá que ser comprovado com documentação”, explicou.

Um dos pontos centrais do programa será a criação de uma estrutura responsável por monitorar a situação financeira dos clubes.

A proposta prevê a criação de uma agência semelhante à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão que atualmente analisa disputas trabalhistas e contratuais no futebol brasileiro.

De acordo com Benetton, essa nova estrutura terá a função de acompanhar e cobrar o cumprimento das responsabilidades financeiras dos clubes com atletas, funcionários e outras equipes.

“A ideia é ter uma agência própria para fazer essa cobrança do cumprimento financeiro dos clubes, tanto em relação aos atletas quanto aos funcionários e também aos próprios clubes”, afirmou.

Caso as exigências não sejam cumpridas, as equipes estarão sujeitas a uma série de sanções previstas pelo programa.

Entre as possíveis punições estão advertências administrativas e até o chamado transfer ban, que impede o clube de registrar novos jogadores.

Outro ponto discutido foi a logística oferecida inicialmente pela CBF aos clubes participantes. Caso a equipe não cumpra os requisitos financeiros estabelecidos pelo programa até o fim da temporada, o benefício poderá ser convertido em dívida.

“Uma das punições é justamente essa. Aquilo que inicialmente seria uma ajuda de logística pode virar um empréstimo. Se o clube não cumprir os requisitos, no final do ano esse valor deixa de ser doação e passa a ser um empréstimo, e o clube fica devendo para a CBF”, explicou.

Criciúma considera medida positiva para equilíbrio da competição

Para o Criciúma, a proposta é vista como uma forma de trazer maior equilíbrio esportivo entre os clubes que disputam a competição.

“Para nós é algo positivo, porque o Criciúma é um clube que está em dia com seus compromissos. Hoje existe um desequilíbrio esportivo: tem clubes que contratam atletas com salários altos, mas ficam devendo cinco, sete meses. Aí competem na mesma condição de quem paga em dia”, afirmou.

Segundo ele, a implementação de regras mais rígidas tende a tornar a disputa mais justa.

“Às vezes você traz um atleta em uma condição financeira menor, mas paga corretamente. Mesmo assim acaba competindo com clubes que prometem salários maiores, mas não cumprem”, finalizou.

Copyright © 2026.
Todos os direitos reservados ao Portal 4oito