A ligação que promete transformar a Serra do Fundo Grande em uma nova rota turística entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul avançou após uma reunião entre representantes de Jacinto Machado e Cambará do Sul.
A proposta, que busca conectar Santa Catarina ao Rio Grande do Sul, reuniu em Jacinto Machado uma comitiva administrativa e técnica da cidade gaúcha, além de integrantes da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc).
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Integração entre os municípios
O encontro foi realizado na última terça-feira (28) e teve como objetivo discutir os próximos passos para viabilizar a continuidade da estrada até o território gaúcho. Enquanto as obras avançam em Jacinto Machado, as equipes técnicas trabalham no estudo do traçado que permitirá a conexão com Cambará do Sul.
Segundo o prefeito de Cambará do Sul, Schamberlaen José Silvestre, a intenção é dar sequência ao projeto no município e fortalecer a parceria entre as duas cidades.
"Faz tempo que estamos tendo esta conversa e, agora, nossa ideia é dar continuidade à estrada no nosso município”, relata o prefeito.
Obras avançam no lado catarinense
No lado catarinense, a abertura da Serra do Fundo Grande já soma cerca de três quilômetros executados. Durante a reunião, a equipe da Unesc apresentou informações sobre o andamento das obras e os estudos realizados para a implantação do trecho no Rio Grande do Sul.
Além de acompanhar a evolução do projeto, a comitiva gaúcha buscou informações sobre os processos adotados por Jacinto Machado para obter as licenças necessárias para a execução da obra.
“Pelo que vimos, são cerca de três quilômetros apenas que precisam ser abertos em cima da serra pra que a ligação esteja completa. E nós estaremos irmanados para que este projeto seja concretizado”, explica Sander.
Próximas etapas
Como encaminhamento, os municípios definiram a realização de uma visita técnica ao local para confirmar o trajeto da estrada e coletar dados que servirão de base para a elaboração do projeto no lado gaúcho.
A expectativa é que a futura ligação entre Jacinto Machado e Cambará do Sul fortaleça a integração regional, impulsione o turismo e facilite o deslocamento entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.
Contexto histórico e potencial turístico
Além de representar uma nova ligação entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, o projeto da Serra do Fundo Grande busca transformar um antigo caminho utilizado por tropeiros em uma rota turística e econômica para a região. Com investimento estimado em R$ 19 milhões, a estrada terá pouco mais de cinco quilômetros de extensão e ligará Jacinto Machado a Cambará do Sul.
O trajeto, conhecido historicamente como passagem para transporte, comércio e deslocamento entre comunidades, atravessa uma área cercada por cachoeiras, rios, trilhas e montanhas. A proposta é aproveitar esse potencial natural para criar uma experiência voltada ao turismo ecológico, fortalecendo a integração entre a serra e o litoral catarinense.
Estrutura pensada para preservar a paisagem
A nova via será construída com base de brita graduada compactada, sem pavimentação asfáltica, preservando as características naturais da região. O projeto também prevê a instalação de cercamentos para proteger a fauna e garantir a segurança dos visitantes, além da implantação futura de mirantes, plataformas de observação e espaços panorâmicos.
Ao longo do percurso, turistas poderão encontrar totens com informações sobre a história do tropeirismo, os cânions e outros atrativos da Serra do Fundo Grande.
Impacto na economia regional
A expectativa é que a nova rota impulsione setores como hotelaria, gastronomia e comércio, ampliando a permanência de visitantes na região e beneficiando municípios vizinhos. O prazo para conclusão das obras é de 24 meses, mas a proposta é que, nos próximos anos, o trajeto se consolide como um dos principais destinos turísticos do Sul catarinense.
Desafios da obra
A implantação da estrada exige uma série de cuidados técnicos e ambientais devido ao relevo acidentado, às curvas acentuadas e à presença de vegetação nativa. O acompanhamento ambiental da obra é realizado pela Unesc, responsável por monitorar os impactos e executar medidas de preservação ao longo da execução do projeto.
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