A Serra do Fundo Grande está dando um grande passo e será transformada em uma rota capaz de atrair visitantes e valorizar a paisagem local. O trecho contará com investimento aproximado de R$ 19 milhões e terá pouco mais de 5 quilômetros de extensão, com ligação até Cambará do Sul (RS).
O caminho reúne não apenas belas paisagens, mas também história e uma nova visão de futuro para a região.
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Conheça a história do caminho
Antigamente, o trajeto era utilizado pelos tropeiros, tanto para fins de locomoção e comércio quanto como rota de fuga, servindo como alternativa de deslocamento entre localidades. De acordo com o Secretário Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Eduardo Dominghini Tramontin, a região é privilegiada, com natureza preservada e, ao mesmo tempo, próxima do litoral e da serra.
“A nossa região tem tudo mapeado, com marcas na mata, pois as pessoas usavam as trilhas. Famílias que eram amigas se visitavam, mantendo o caminho sempre vivo. Temos uma junção de atrativos, como cachoeiras, rios, trilhas, montanhas e um turismo ecológico muito fortee estamos entre a serra e o litoral, e isso é muito favorável”, afirma Tramontin.
Com isso, a nova estrada deve ampliar o turismo na região, abrindo portas para novas possibilidades e a proposta é transformar o caminho em uma experiência única.
“Durante o trajeto, serão instalados totens com informações sobre o tropeirismo, os cânions, entre outras curiosidades”, detalha ele.
Rota turística projetada para o futuro
Os planos não param por aí, pois a longo prazo, o caminho deve se tornar ainda mais atrativo. Os visitantes poderão usufruir de mirantes, plataformas de observação e até balanços panorâmicos.
“Nossa meta é que, em cinco a dez anos, possamos ampliar as atrações nessa rota, trazendo diversos pontos de interesse para quem passa por ela”, relata.
Desafios técnicos em um terreno pouco explorado
À medida que a estrada é construída, situações inesperadas podem surgir. O secretário destaca que, apesar da curta extensão, trata-se de um trajeto ainda pouco conhecido.
“Apesar dos estudos e mapeamentos, é um ambiente rochoso e não se sabe exatamente o que há no subsolo. Diferente de áreas com árvores, onde o solo é mais previsível, a rocha não se decompõe. Pode ser muito tranquilo ou pode apresentar dificuldades”, explica.
Impactos no turismo e na economia regional
A nova rota abre portas não apenas para visitantes de passagem, mas também para turistas que permanecem mais tempo na região. A expectativa é de impacto direto na economia local e no fortalecimento do empreendedorismo. Com isso, a economia tende a se fortalecer em toda a região.
“Visitante é aquele que vem e passa o dia e turista é aquele que vem e pernoita. Com mais demanda, tudo cresce, como o setor hoteleiro, a gastronomia e o comércio. Com a Serra do Fundo Grande ganhando destaque, os municípios vizinhos também se beneficiam, pois o movimento acaba refletindo nas cidades próximas”, afirma o secretário.
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Entenda como será a estrutura da estrada
A estrada será executada com base em brita graduada compactada, solução que garante trafegabilidade sem a aplicação de asfalto. A proposta é manter a via integrada ao ambiente natural, oferecendo conforto aos usuários sem comprometer a preservação da vegetação ao redor. O prazo de execução está estimado em 24 meses e a empresa vencedora da licitação é a Terraplenagem Bendo Ltda.
“Essa base é a última camada antes do asfalto e será um caminho com belas vistas e inserido na natureza. O objetivo é preservar ao máximo o ambiente local”, afirma o coordenador do projeto do Labs Cidades e professor da Unesc, Jóri Ramos Pereira.
O trajeto também contará com cercamentos em pontos específicos, instalados nos dois lados da via, para proteger tanto a fauna quanto as pessoas que utilizarem o local.
Obra de alta complexidade exige cuidados ambientais
A execução é considerada complexa devido às curvas acentuadas, à inclinação do terreno e à presença de vegetação nativa, fatores que exigem planejamento detalhado para reduzir impactos ambientais.
“Diferente do litoral, onde o terreno é mais plano, aqui o percurso tem muitas curvas, inclinação e vegetação. Tudo é feito com estudo técnico para evitar grandes impactos”, explica Pereira.
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