O Criciúma Esporte Clube saiu de campo com um empate em 2 a 2 diante do Concórdia Atlético Clube, na noite desta quinta-feira (12), no estádio Estádio Domingos Machado de Lima, pelo jogo de ida das quartas de final da Taça Acesc.
Após uma atuação irregular, principalmente no primeiro tempo, o técnico Eduardo Baptista admitiu decepção com o desempenho defensivo da equipe, mas valorizou a reação na etapa final.
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O Tigre iniciou a partida com mudanças importantes na equipe titular. O jovem Thales ganhou oportunidade no ataque na vaga de Nicolas, enquanto Waguininho entrou no lugar de Jhonata Robert, em uma formação com três atacantes.
Depois de um primeiro tempo abaixo do esperado e com falhas defensivas, Baptista promoveu três substituições ainda no intervalo, entre elas as entradas de Nicolas e Jhonata Robert, que mudaram o panorama do confronto.
Decepção com a atuação
Na entrevista coletiva, o treinador explicou a estratégia inicial e destacou que a movimentação ofensiva funcionou em alguns momentos. “A gente faz dois gols muito parecidos, a gente tinha trabalhado isso”, afirmou.
Apesar disso, reconheceu que o desempenho geral ficou aquém do esperado. “Eu acho que a decepção foi a questão geral, a gente entrou desatento. Fizemos um gol e acabamos na parte defensiva bastante desatento, pagamos um preço caro”, avalia.
Corpo mole?
O comandante também rebateu críticas sobre suposta falta de entrega dos atletas e apontou a concentração como principal problema. “Não vou dizer uma falta de vontade, talvez um gol cedo desligou um pouco”, disse.
Segundo ele, a postura mudou no segundo tempo, quando o Criciúma conseguiu empurrar o adversário para trás e criar oportunidades. “Faltou um pouquinho mais de concentração de todos ali e isso foi muito cobrado no intervalo”, afirmou.
Jogo de volta
Mesmo com o empate fora de casa, Baptista valorizou o resultado por se tratar de um confronto eliminatório em dois jogos. “É um jogo de 180 minutos, foi o primeiro, bom que a gente buscou o resultado. E agora em casa resolver essa classificação”, projetou.
Com o empate, a decisão da vaga fica aberta para o jogo de volta, marcado para o dia 22, no Majestoso. Até lá, o técnico pretende aproveitar o período para ajustes. “Trabalhar, nós temos que treinar, tem que trabalhar bastante”, resumiu.
Cobranças da torcida e contratações
Após o mau resultado, uma torcida organizada do Criciúma publicou uma nota de repúdio às atuações recentes da equipe, e também ao perfil de contratações que o clube vem adotando. Segundo o manifesto, o clube tem contratado jogadores velhos, na montagem do elenco para a Série B.
Questionado sobre o rendimento de jogadores experientes e as críticas de parte da torcida, o treinador defendeu o elenco e pediu confiança. “Respeito o torcedor, sempre, é uma opinião deles, mas são jogadores de extrema qualidade”, declarou, citando a importância da competitividade interna e da experiência para elevar o nível do grupo. "Em 2024 o Santos sobe muito em função do Otero, um talento para a bola parada", definiu.
"Foi-se o tempo que falar que o jogador de 30 anos é velho. O jogador hoje, com 32 anos, ele está no ápice da sua carreira. O Bruno é um zagueiro com um perfil físico muito grande, um cara que se cuida bastante, um cara que há muito pouco tempo atrás jogou em Grêmio, jogou em São Paulo. Respeito o torcedor, claro, é opinião, mas esperem para poder avaliá-los em campo", encerrou.
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