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Energia mais cara, custos maiores

Indústria sofre com reajuste autorizado na Aneel; presidente da Celesc justifica acréscimo de 15%
Por Clara Floriano Criciúma, SC, 17/08/2018 - 08:17
Daniel Búrigo / A Tribuna / Arquivo
Daniel Búrigo / A Tribuna / Arquivo

Nesta semana a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o Reajuste Tarifário Anual da Celesc Distribuição, que terá efeito tarifário médio de 13,86%. O aumento, que passa a vigorar a partir do dia 22 de agosto, representará um aumento de 13,15% para consumidores residenciais atendidos em Baixa Tensão (Grupo B) e de 15,05% para consumidores atendidos em Alta Tensão (Grupo B), como indústrias e unidades comerciais de grande porte.

O vice-presidente da Regional Sul da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Diomício Vidal, ressaltou que este percentual tem impactos significativos nas indústrias da Região e de todo o estado. “Nossos custos já estão elevadíssimos e temos agora este aumento exagerado e nada oportuno. Nós teremos custos maiores de produção e, consequentemente, nos produtos finais”, afirmou.

Segundo Vidal, os setores plástico e cerâmico devem ser os mais impactados. “A Fiesc já se manifestou e estamos muito preocupados. Infelizmente o Governo busca um aumento e não consulta a sociedade e nem a indústria. A planilha de custo não nos convence”, disse.

A Celesc justifica que o Reajuste Tarifário Anual acontece visando o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão. As distribuidoras encaminham para a Aneel os custos dos últimos 12 meses, bem como a projeção para os 12 meses seguintes. A agência reguladora, por sua vez, processa e valida os dados e estabelece o montante do reajuste.