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Em pauta a privatização do Porto de Imbituba

Prefeito do município lembra período antes da estatização para defender controle público sobre o porto
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Imbituba - SC, 29/06/2020 - 13:09Atualizado em 29/06/2020 - 13:19
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Importante partícipe da exportação do carvão mineral extraído no Sul catarinense, o Porto de Imbituba vem apresentando bons resultados desde 2012, quando a administração trocou da iniciativa privada para o poder público. Em 2016, o porto teve recorde de movimentação anual, especialmente pelo transporte dos granéis sólidos. No entanto, lideranças empresariais da região pedem a privatização do terminal, administrado pela empresa estatal SC Par.

Rosenvaldo da Silva Junior (PT), prefeito de Imbituba, no entanto, posiciona-se contrário à privatização, que movimenta as discussões no município. Para o prefeito, o crescimento que o porto teve enquanto administrado pelo Estado é a justificativa de que a administração pública pode ser eficiente.

"A SC Par, que administra, tem a possibilidade de manter essa continuidade. Tem diversos caminhos para controle, inclusive de gastos públicos e transparência, isso é muito importante. A administração privada pode ter maior agilidade em compras, mas uma administração que seja pública e eficiente é possível, temos que pensar no ganho que isso traz para o Estado e município. O porto tem dado lucro e participado de ações importantes", argumenta.

O posicionamento do presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, porém, é de que a iniciativa privada daria melhores condições ao porto do Sul catarinense. "Na minha visão não é função do governo administrar porto. Tem que dar saúde, segurança e educação para a população. Temos que fazer a discussão sobre o que dá para fazer com o porto, se vai ser privatizado ou continua com o Estado. Muda governo, muda gestão, normalmente tem favorecimento e emprego de pessoas que não são capacitadas", justifica.

O prefeito de Imbituba relembra a administração anterior do Porto, que não trouxe bons resultados à região. "É uma discussão que existe há bastante tempo na cidade. Existem pessoas favoráveis e contrárias, o importante é acompanhar o desenvolvimento do porto e fazê-lo benéfico à cidade. Imbituba tem porto desde a década de 40 e 50, inicialmente para o tranposte do carvão, depois tornou-se multipropósito", defende Rosenvaldo.

"O porto foi privado até 2012 e a partir de então passou a ser administrado pelo Estado. O que a gente pode ver é que de 2012 para cá o porto cresceu e tem se tornado economicamente importante para Imbituba e Santa Catarina. Vejo que a administração foi mais positiva pelo Estado do que particular", continua o prefeito.

O presidente da Fiesc pondera que outros modelos poderiam ser encontrados. "A posição do setor empresarial sempre foi de fazer privatização de todos os portos. Eu sei que a privatização anterior do porto de Imbituba não foi um sucesso, mas para isso pode modificar a concessão. O próprio aeroporto de Florianópolis foi privatizado e olha a beleza que é hoje", conclui. 

De acordo com informações oficiais da SC Par Porto de Imbituba, neste ano o terminal atendeu 93 navios, sendo 20 neste mês de junho. Foram movimentadas mais de 2,5 milhões de toneladas no porto. No dia 9 de junho, houve o carregamento de 119 mil toneladas de minério de ferro exportados à China, o que representou o recorde operacional do terminal.