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Do Avesso nas alturas

Programa recebeu nesta segunda-feira o membro da Força Aérea Brasileira, Max Azevedo
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma, SC, 11/11/2019 - 19:35
Foto: Amanda Farias / 4oito
Foto: Amanda Farias / 4oito

Enquanto muitas pessoas possuem um leve medo ou até mesmo pavor de voar de avião, outras fazem das viagens nas alturas a sua profissão. Para falar sobre a vida de piloto, contar histórias da profissão e desmentir mitos, o programa Do Avesso recebeu nesta segunda-feira, 11, o membro da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) e instrutor de voo Max Azevedo. 

Natural de Porto Alegre, Max é apaixonado por aeronaves desde criança - e o lugar onde morava definitivamente contribuiu muito para que essa paixão se concretizasse. “Perto da minha casa tinha um aeroclube, aí eu via os aviões o dia inteiro. Eu morava, basicamente, na cabeceira da pista da base aérea de Canoas”, afirmou Max, que faz parte da equipe da FAB há mais de 30 anos.

Até alcançar o nível de mecânico de manutenção de aeronaves, posto o qual ele executa seus voos, o piloto teve que passar não só por um difícil concurso público como também pelos cargos de suboficial, terceiro, segundo e primeiro sargento. Foram necessários longos e intensos treinamentos, além de cursos específicos para a direção de cada tipo de aeronave até que Max chegasse ao cargo que ocupa atualmente.

Entre os acidentes aéreos mais marcantes na história do Brasil, Max relembra o caso do acidente da Tam que, em 2007, deixou 199 mortos. “Nós não trabalhamos com culpa ou falha humana na aviação, e sim com fatores contribuintes. Vários fatores contribuíram para que acontecesse aquele acidente, dentre eles, a chuva, a falta de groove na pista, que é o que dá atrito da pista para as rodas do avião, um reverso inoperante, que é que diminui a velocidade do pouso outras características. Aquilo ali temos que pegar o relatório final e analisar fator por fator”, comentou.

O piloto destaca também a diferença dos voos realizados antigamente quando comparados com os atuais. Graças ao avanço da tecnologia, pilotar uma aeronave se tornou uma tarefa muito mais fácil do que costumava ser. “Hoje em dia, aeronaves comerciais e privadas, possuem radares meteorológicos. Tem como saber, em todo o meu trajeto, o que eu vou encontrar pela frente. Antigamente era uma loucura, decolava e ia saber das condições no caminho”, ressaltou.

Ao contrário do que muitos pensam, tempestades por si só não são capazes de derrubar uma aeronave. Max explica que os aviões são todos projetados para que, nessas condições, não sofram nenhum dano material que possa comprometer o voo. “O raio pode bater na asa que ele vai passar pela aeronave para descarregar, ela é fabricada para isso. Não tem o risco do raio bater na asa e rachar”, afirmou o piloto.

Com décadas de carreira, Max alerta os ouvintes sobre o perigo que é subir em qualquer helicóptero de festa - já que toda aeronave precisa de um piloto credenciado. “Esses helicópteros que oferecem voos panorâmicos, para oferecer isso precisa ser no mínimo piloto comercial e a aeronave precisa ser de táxi aéreo. Assim com os carros, as aeronaves também tem marcas de identificação, são cinco letras que, caso estejam cobertas com o nome do patrocinador, pode ter certeza que estão irregulares”, concluiu Max.
 

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