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Desvio de carnes da Afasc: duas oitivas devem elucidar o caso nesta sexta-feira

Delegado Túlio Falcão anunciou que informações sobre a investigação devem ser liberadas na quarta-feira da semana que vem
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 22/11/2019 - 10:30Atualizado em 22/11/2019 - 10:30

O caso do desvio de carnes da Afasc deve ganhar novos contornos na semana que vem. O delegado Túlio Falcão, encarregado pelas investigações, informou que nesta sexta-feira, 22, ocorrerão duas oitivas "super importantes" para o caso,  com a expectativa de "finalizar os procedimentos". Segundo o delegado, novidades sobre o caso devem ser divulgadas  na próxima quarta-feira.

O delegado, no entanto, não adiantou muita coisa sobre o que será anunciado. Cercado de mistérios desde o começo, Túlio Falcão chegou a anunciar que só se pronunciaria sobre as investigações quando elas tivessem sido concluídas. A operação da Civil tornou-se pública no dia 21 de outubro, com a detenção de duas mulheres, entre elas a nutricionista da Afasc.

"Devemos anunciar para quais restaurantes foram vendidas as carnes desviadas, bem como pessoas envolvidas diretamente nas negociações", limitou-se a declarar o delegado. 

O que se sabe até agora

De grande repercussão, a investigação do desvio de carne entrou em debate em Criciúma. A Câmara de Vereadores instaurou uma CPI para investigar as irregularidades na instituição

Ainda no fim de outubro, o advogado da Afasc concedeu uma coletiva para tentar prestar alguns esclarecimentos à imprensa, e detalhou que a nutricionista envolvida era a responsável por fazer os pedidos de carne e também pela fiscalização dos mesmos, o que teria facilitado a tarefa de desviar os produtos. 

Já no começo de novembro, a prefeitura de Criciúma determinou um novo controlador para a instituição, que prometeu "mais burocracia" nos procedimentos internos

As investigações preliminares da Polícia Civil apontavam que mais de uma tonelada de carne tinha sido desviada em outubro e mais uma seria desviada em novembro. Um restaurante dentro da Unesc foi identificado como um dos compradores dessa carne e teve o contrato suspenso. A defesa do proprietário afirmou que, somente naquele estabelecimento, 170 quilos de carne haviam sido adquiridos