Algumas capivaras foram flagradas na Avenida Centenário, em Criciúma, na noite deste domingo (6). Os animais foram vistos por volta das 19h, nas proximidades do trevo do bairro Santo Antônio, e chamaram a atenção de quem passava pelo local.
O registro ocorreu em uma área de grande movimentação de veículos e pessoas. As capivaras permaneceram nas proximidades da avenida durante o momento em que foram observadas.
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Presença dos animais é comum na região
A presença de capivaras em áreas urbanas de Criciúma e da região não é novidade. Em setembro de 2022, por exemplo, o 4oito registrou a presença de animais às margens do Rio Criciúma, no bairro Santa Bárbara. Na ocasião, os registros foram feitos atrás do prédio da Justiça Federal e a reportagem destacou que a aparição da espécie em áreas urbanas vinha se tornando cada vez mais comum, especialmente em razão da ocupação humana de habitats naturais.
Em setembro de 2023, outra capivara chamou a atenção ao ser encontrada dentro de um supermercado no bairro Pinheirinho, em Criciúma. O animal entrou no estabelecimento e foi retirado com auxílio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
Ainda em setembro de 2023, uma reportagem do 4oito mostrou o aumento da presença de capivaras em áreas urbanas de Urussanga. Na ocasião, 12 animais foram fotografados na Rodovia Maximiliano Gaidzinski.
Na mesma época, o biólogo Vitor Bastos, do projeto Faunativa, explicou ao 4oito que a presença de capivaras no Sul de Santa Catarina é considerada normal. Segundo ele, a espécie é nativa da região e costuma viver próxima a corpos d'água, como rios e açudes.
Orientações para o contato com capivaras
O biólogo também alertou para os riscos quando os animais precisam atravessar ruas e rodovias. As capivaras podem chegar a cerca de 80 quilos, o que aumenta o risco de acidentes em locais de tráfego intenso.
O climatologista da Epagri, Márcio Sônego, alertou para a possibilidade de contato com o carrapato associado à febre maculosa, enquanto o chefe da Estação Experimental da Epagri em Urussanga, Stevan Arcari, relatou dificuldades provocadas pelos animais em áreas agrícolas, urbanas e no trânsito.
Apesar dos diferentes registros, especialistas ouvidos pelo 4oito reforçaram que a espécie faz parte da fauna nativa da região e tem relação direta com a presença de rios, açudes e outros ambientes próximos à água.
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