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CPI da Afasc "trabalhará no justo", assegura vereador

Proponente da investigação, vereador Arleu anuncia contratação de ex-delegado regional para fazer controladoria na instituição
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 04/11/2019 - 18:11Atualizado em 04/11/2019 - 18:32
Vereador Arleu da Silveira / Divulgação
Vereador Arleu da Silveira / Divulgação

Proponente da CPI da Afasc, cujo pedido foi entregue nesta segunda-feira, 4, na Câmara, o vereador Arleu da Silveira (PSDB) aproveitou para responder aos críticos da instituição, envolvida em recentes denúncias de desvio de carnes. "O vereador Ademir (Honorato, MDB) falou que a Afasc era caixa-preta. O vereador Kaminski (Julio, PSDB) falou que requerimentos foram respondidos pela metade. Resolvemos fazer a CPI para mostrar que não há o que esconder, uma CPI que trabalhará no justo, que não será eleitoreira nem politiqueira", afirmou. "Vamos trabalhar com muita tranquilidade", garantiu.

Confira também - CPI da Afasc é criada a pedido de Arleu

Arleu informou que o prefeito Clésio Salvaro providenciou a contratação do ex-delegado regional de Polícia Civil, Juarez Medeiros, para atuar na controladoria interna da Afasc. "O prefeito contratou o ex-delegado regional Juarez Medeiros para trabalhar no controle interno da Afasc. O governo tem o compromisso com o acerto, e não com o erro. Se errar tem que recuar, corrigir a rota e seguir trabalhando", sublinhou o vereador. A decisão de pedido da CPI foi tomada em reunião na manhã desta segunda entre Salvaro, Arleu e o líder do governo na Câmara, vereador Aldinei Potelecki (Republicanos). 

Sobre a independência da CPI - que investigará o poder público municipal tendo sido requerida por vereadores governistas - Arleu pontuou que "teve uma CPI do Criciumaprev de vereador de oposição. Por qual razão o governo não pode fazer? Estive na Afasc, falei com o Adriano e disse que haveria uma CPI, vamos trabalhar na linha da seriedade, tranquilidade e transparência". 

Arleu observou, ainda, que a Afasc tem trabalhos comprovados pelo município e nada a esconder. Ele comentou isso quando questionado sobre os reflexos da operação Bocas Famintas, da Polícia Civil, que segue investigando o desvio de carnes da instituição. "Não é um caso isolado que pode levar uma instituição como a Afasc a um desvio de rotas. Hoje são quase 5 mil crianças em creches, eram repassados R$ 43 milhões, hoje são R$ 40 milhões para mais crianças, a Afasc já ampliou creches e tudo isso poderá ser mostrado, pois lá trabalha gente séria. Tanto é importante o fato que aconteceu que o prefeito convidou e o delegado já aceitou trabalhar no controle interno", observou. "A CPI vem de encontro a isso, mostrar o que é feito na Afasc, se tiver algo mais errado mostramos para o cidadão e o que é certo também, com muita tranquilidade", completou.

Sobre o andamento da operação Bocas Famintas, Arleu confirmou que a nutricionista denunciada como operadora dos desvios está desligada da Afasc, e que outra profissional já desempenha a função. "O caso está com inquérito civil montado pela Polícia Civil, a Afasc tomou as ações que deveria, afastou a nutricionista, ela será desligada, o contrato que tinha com a cooperativa não existe mais, foi trocada a nutricionista, já tem outra trabalhando, a própria Afasc procurou a polícia para prestar depoimento e a Afasc fez a parte dela. Agora, com a CPI, a comissão de vereadores tem a obrigação de fiscalizar, é isso que vamos fazer", arrematou.