A Covid-19 foi a principal causa de mortes por vírus respiratórios no Brasil em janeiro deste ano. Ao menos 29 óbitos foram registrados no período em decorrência de complicações da doença, segundo o informativo Vigilância das Síndromes Gripais.
O total ainda pode aumentar, já que parte das investigações sobre as causas dos óbitos segue em andamento ou não foi atualizada.
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Das 163 mortes provocadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras quatro semanas do ano, 117 não tiveram o agente causador identificado.
Entre os casos com diagnóstico confirmado, a Covid-19 lidera com 29 óbitos, seguida pela Influenza A H3N2 e pelo rinovírus, com sete mortes cada, e pela Influenza A não subtipada, com seis. Os vírus H1N1, Influenza B e o vírus sincicial respiratório (VSR) somaram, juntos, cinco mortes.
No total, foram registrados 4.587 casos de SRAG no período, incluindo os não letais. Desses, 3.373 não tiveram o vírus causador identificado. São Paulo foi o estado com mais mortes confirmadas, sendo15 óbitos entre 140 casos registrados.
As mortes atingiram principalmente idosos com mais de 65 anos, que somaram 108 óbitos. Entre os casos com identificação de Sars-CoV-2, 19 ocorreram nessa faixa etária. JJá dados de vacinação indicam que a cobertura entre os grupos prioritários segue abaixo do ideal.
Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 integra o calendário básico de vacinação para crianças, idosos e gestantes. Pessoas pertencentes a grupos especiais também devem receber doses de reforço periódicas. No entanto, o cumprimento desse calendário tem sido um desafio no país.
Em 2025, de cada dez doses distribuídas pelo Ministério da Saúde a estados e municípios, menos de quatro foram aplicadas. Das 21,9 milhões de vacinas enviadas, apenas cerca de oito milhões foram utilizadas.
Dados da plataforma InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que, ao longo de 2025, pelo menos 10.410 pessoas desenvolveram formas graves da doença após infecção pelo coronavírus, resultando em aproximadamente 1,7 mil mortes.
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