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Consultoria sem licitação leva Tribunal a suspender pagamentos em duas prefeituras de SC

TCE aponta indícios de irregularidades nas contratações; decisão é provisória

Por Eduardo Fogaça Criciúma, SC, 27/10/2026 - 15:37 Atualizado há meio minuto
Órgão suspendeu os pagamentos dos contratos após indícios de modelo de contratação irregular | Foto: Divulgação/TCE
Órgão suspendeu os pagamentos dos contratos após indícios de modelo de contratação irregular | Foto: Divulgação/TCE

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As prefeituras de Urussanga e Santa Rosa de Lima tiveram o pagamento de contratos suspensos após determinação do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCU/SC). Os municípios contrataram por inexigibilidade de licitação uma empresa de consultoria especializada em identificação, levantamento e recuperação de créditos tributários e previdenciários junto à Receita Federal. 

As decisões foram proferidas pelo conselheiro Wilson Rogério Wan-Dall, relator de ambos os processadores, após análise preliminar da Diretoria de Licitações e Contratações (DLC), que apontou indícios de irregularidades na modalidade da contratação. 

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Empresa receberia até R$ 600 mil por contratos

Com base nos contratos, a empresa receberia um valor estimado de até R$ 200 mil em Santa Rosa de Lima e R$ 400 mil em Urussanga | Foto: Divulgação

Firmados em junho deste ano, os contratos previam a recuperação de créditos relacionados a contribuições previdenciárias, ao Risco Ambiental do Trabalho (RAT) e ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

A remuneração da empresa foi estabelecida em 20% sobre os valores recuperados ou compensados pelos municípios. Em Santa Rosa de Lima, o valor estimado era de até R$ 200 mil. Em Urussanga, o limite contratual foi fixado em R$ 400 mil.  

Urussanga defende legalidade da contratação

Após a determinação dos pagamentos, a prefeitura de Urussanga se manifestou através do setor jurídico do município, afirmando que está cumprindo as determinações do Tribunal de Contas, mas ressaltando a legalidade do modelo de contratação. 

“Trata-se de decisão provisória, proferida no início do processo de fiscalização, sem julgamento de mérito. O Município apresentará os esclarecimentos técnicos e jurídicos pertinentes no prazo regimental e confia que a regularidade da contratação será demonstrada”, escreveu. 

Santa Rosa de Lima

Procurada pela reportagem do portal 4oito, a prefeita Siuzete Baumann (PT) relatou que o município está cumprindo integralmente a decisão e em breve se manifestará através da sua procuradoria jurídica. A chefe do Executivo ainda afirmou que está buscando o Tribunal de Contas do Estado para realizar uma reunião junto ao jurídico de Santa Rosa de Lima e elucidar o caso. 

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