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Consenso marca audiência sobre plástico e fortalece economia circular em SC

Encontro apontou reciclagem e inovação como prioridades para o setor

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 27/06/2026 - 13:25 Atualizado há quase um minuto
Encontro reuniu mais de 500 participantes para discutir os impactos de projetos de lei | Foto: Divulgação/4oito
Encontro reuniu mais de 500 participantes para discutir os impactos de projetos de lei | Foto: Divulgação/4oito

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A audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal realizada nessa sexta-feira (26), em São Ludgero, terminou com um consenso entre representantes da indústria, trabalhadores, pesquisadores, catadores e gestores públicos. A transição para uma economia mais sustentável deve ocorrer sem comprometer empregos e a competitividade de um dos principais polos industriais de Santa Catarina.

O encontro, proposto pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), reuniu mais de 500 participantes para discutir os impactos de projetos de lei que restringem o uso de plásticos descartáveis e multicamadas, além do Decreto nº 12.644/2025, que instituiu a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico.

A audiência foi realizada no Sul catarinense justamente por concentrar um dos maiores polos da indústria do plástico do país, responsável por cerca de 240 empresas, movimentação anual de R$ 6,3 bilhões e aproximadamente 60 mil empregos diretos e indiretos na região.

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Durante a abertura dos trabalhos, Esperidião Amin destacou que levar uma audiência oficial do Senado para fora de Brasília representa o reconhecimento da importância econômica e social do setor para Santa Catarina e da necessidade de ouvir todos os envolvidos antes da votação das propostas legislativas.

“Não é normal que isso aconteça, e essa audiência é uma homenagem a uma região que concentra empreendimentos e trabalhadores: catadores, recicladores. Temos o dever de, primeiro, diagnosticar o problema e, segundo, oferecer soluções práticas e reais”, afirmou o senador.

O debate contou com representantes da indústria, sindicatos de trabalhadores, universidades, cooperativas de reciclagem, associações de catadores e especialistas em sustentabilidade, além de prefeitos, deputados estaduais, vereadores e lideranças empresariais do Sul catarinense.

Consenso em torno da economia circular

Ao longo das discussões, os participantes defenderam que a solução para os desafios ambientais passa pelo fortalecimento da economia circular, com investimentos em inovação, reciclagem, educação ambiental e responsabilidade compartilhada entre governos, empresas e consumidores.

A avaliação predominante foi de que medidas de restrição ao plástico devem considerar os impactos econômicos e sociais, especialmente em uma região que concentra milhares de empregos ligados à cadeia produtiva e à reciclagem. O setor já havia manifestado preocupação com propostas em tramitação no Senado que poderiam afetar diretamente a indústria de descartáveis e embalagens, defendendo uma transição gradual baseada em alternativas tecnológicas e no fortalecimento da reciclagem.

Projeto-piloto será implantado em Orleans

Um dos principais encaminhamentos da audiência foi a apresentação do Projeto Defesa Circular, que terá seu projeto-piloto implantado em Orleans.

A iniciativa prevê a criação de uma central de triagem e de uma usina de valorização de rejeitos, buscando ampliar o aproveitamento dos resíduos sólidos e permitir, futuramente, a reciclagem de praticamente todo o lixo produzido no município.

Durante o encontro, Amin também sugeriu que municípios priorizem catadores e trabalhadores da reciclagem em programas habitacionais e incentivem a utilização de materiais recicláveis em obras públicas, fortalecendo toda a cadeia da economia circular.

Santa Catarina como referência nacional

Audiência aconteceu nessa sexta (26), em São Ludgero | Foto: Divulgação/4oito

Para o senador, Santa Catarina reúne condições para liderar um modelo nacional que concilie preservação ambiental, desenvolvimento econômico e geração de empregos.

“A audiência mostrou que é possível construir soluções equilibradas, ouvindo quem produz, quem trabalha, quem pesquisa e quem atua na reciclagem. Precisamos enfrentar o problema ambiental sem destruir empregos e sem comprometer atividades econômicas fundamentais para Santa Catarina e para o Brasil”, concluiu.

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