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Conquistas, amor aos fãs e simplicidade, a vida de Valdomiro Vaz Franco

Ídolo do Internacional conta histórias da sua carreira
Por Criciúma, SC, 28/03/2019 - 16:23Atualizado em 28/03/2019 - 16:58
Fotos: Clara Floriano
Fotos: Clara Floriano

11 títulos de campeonatos estaduais, três campeonatos brasileiros e participação na Copa do Mundo de 1974, com um quarto lugar. Esse é o currículo de Valdomiro Vaz Franco, convidado do Programa Do Avesso desta quinta-feira (28).

Nascido em Rio Maina, Criciúma, Valdomiro começou sua carreira no extinto Comerciário em 1965. Ganhou um Campeonato Catarinense em 1968. Foi transferido no mesmo ano para o Internacional quando tinha apenas 20 anos.

Valdomiro Vaz Franco no Programa Do Avesso

Em Porto Alegre, Valdomiro fez história, sendo o único jogador até hoje a ganhar oito vezes o Campeonato Gaúcho na história. Conquistou mais dois estaduais e três vezes o Campeonato Brasileiro.

Valdomiro diz que deve muito a Porto Alegre, ao Internacional e ao futebol, sendo as coisas mais importantes da vida dele.

“Tudo que eu aprendi, tudo que eu fiz na vida, que eu tenho, devo ao povo do Rio Grande do Sul, ao Internacional. O futebol me deu tudo na vida, meus amigos, a tranquilidade da minha família, meus filhos, fiz um bom pé de meia.”, afirma.

O futebol de hoje em dia está passando os limites, tanto a questão financeira, quanto a questão pessoal dos jogadores, em que, segundo ele, mudou muito.

“Eu ganhava R$ 30 mil no Internacional, e ganhei 13 títulos, o que para hoje é um salário baixo. Onde já se viu um jogador ganhar esses salários astronômicos de hoje, chegando até a R$ 1 milhão. É muita frescura o futebol de hoje, não pode falar nada, não pode mais fazer nada”, conta.

São 11 títulos estaduais, três brasileiros e uma Copa do Mundo disputada no currículo

Em 1974, Valdomiro foi convocado para a Copa do Mundo. Questionado sobre o sentimento de representado a representar o país, ele diz ser um sonho de qualquer jogador.

“Eu estava treinando, tínhamos jogo domingo e sexta saiu a convocação. O Rubens Minelli (treinador) chegou e disse para eu ir embora. Quando eu desci no túnel tinha vários jornalistas. Foi quando soube, e fiquei emocionado demais”, conta

Valdomiro sempre prezou pela boa relação com os fãs e a humildade. “Eu sou um cara muito humilde, eu não mudei nada depois da fama, não gosto de ir a lugares chiques. Sempre gostei de atender as pessoas, de dar autografo e bater foto. Não levamos nada daqui”, afirma.

Hoje, Valdomiro reside em Criciúma e é como um representante do Internacional, indo a eventos. O criciumense ganhará uma estatua no estádio Beira-Rio.

O Programa Do Avesso tem apresentação de Mano Dal Ponte e Pity Burigo.  Confira o programa na íntegra: