Depois de eliminar o Japão na fase de 16 avos de final, o Brasil terá um novo desafio neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), quando enfrenta a Noruega por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.
A seleção comandada por Ståle Solbakken chega embalada pela melhor geração do futebol norueguês nas últimas décadas. O principal destaque é Erling Haaland, um dos atacantes mais letais do futebol mundial, mas o time também conta com a criatividade do meia Martin Ødegaard e a força física do elenco para tentar surpreender a equipe de Carlo Ancelotti.
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Para o comentarista da Rádio Som Maior, Ademir Patrício, o Brasil entra em campo com um leve favoritismo, mas a estratégia do treinador italiano será determinante para confirmar a classificação.
"Passa muito pela escalação do Ancelotti nesse jogo, principalmente por quem vai substituir o Paquetá", avalia. A dúvida para a vaga do meia do Flamengo está entre o meio-campista Danilo Santos e o atacante Gabriel Martinelli.
Classificação passa por anular Martin Ødegaard
Na visão do comentarista, o principal caminho para a Seleção passa por neutralizar o setor criativo da Noruega. "O Brasil tem vantagem se conseguir anular o Ødegaard e impedir que a bola chegue aos três atacantes. É ele quem aproxima o meio de campo do ataque e cria as principais jogadas", explica.
Segundo Ademir, o meio-campista do Arsenal é o cérebro da equipe norueguesa e faz a conexão com Haaland e os homens de velocidade pelos lados. Sem essa construção, a tendência é que os defensores recorram às ligações diretas.
"A defesa da Noruega e os laterais não têm tanta qualidade na saída de bola. Se o Brasil pressionar alto, eles vão recorrer ao chutão", completa.
Haaland exige atenção máxima
Embora Ødegaard seja o principal articulador, o maior perigo continua sendo Haaland. Forte fisicamente, rápido e matador, o camisa 9 precisa de poucas oportunidades para decidir partidas, assim como foi contra a Costa do Marfim, nos 16 avos de final. Pela Noruega, o atacante tem números assustadores, com 60 gols marcados em 53 jogos.
Quem pode ganhar destaque no duelo individual é o zagueiro Gabriel Magalhães, que joga constantemente contra o norueguês pelo Arsenal na Premier League, ao lado de Ødegaard. Nesta temporada, o clube de Londres conseguiu bater o Manchester City (de Haaland) e conquistar o título da competição após 22 anos de jejum
A Noruega costuma adotar uma postura reativa diante de adversários mais fortes, priorizando transições rápidas e explorando os espaços deixados pela defesa rival. Por isso, impedir que Ødegaard tenha liberdade para organizar o jogo pode ser determinante para neutralizar Haaland.
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