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Comentaristas da Som Maior analisam estratégias na estreia da propaganda eleitoral

Laércio Menegaz e Pierre Vanderlinde destacam diferentes caminhos adotados pelos candidatos ao Governo de SC e ao Senado

Por Gabrielle Rebelo Criciúma, SC, 28/08/2026 - 18:12 Atualizado há meio minuto
Início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão marcou uma nova etapa da campanha para as Eleições 2026 | Foto: Arquivo/4oito
Início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão marcou uma nova etapa da campanha para as Eleições 2026 | Foto: Arquivo/4oito

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O início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão marcou, nesta sexta-feira (28), uma nova etapa da campanha para as Eleições 2026. Com a entrada dos candidatos na programação, as estratégias de comunicação começam a ficar mais evidentes e podem ampliar o contato das campanhas com os eleitores. 

Durante o programa Adelor Lessa, os comentaristas políticos Laércio Menegaz e Pierre Vanderlinde analisaram os primeiros programas veiculados nesta sexta-feira (28), com destaque para as candidaturas ao Governo de Santa Catarina e ao Senado.

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Para Laércio, a chegada do horário eleitoral representa um momento importante da campanha. Segundo ele, a exposição no rádio e na televisão amplia o alcance das candidaturas e permite que o eleitor conheça nomes que ainda não acompanhava.

“Quando a propaganda entra na TV e na rádio, de fato ela começa para valer”, avaliou. Na análise do comentarista, esse período deve fazer com que o eleitor passe a buscar mais informações sobre os candidatos e suas propostas.

Governo de SC

Comentaristas identificaram estratégias diferentes nos primeiros programas de Jorginho Mello, João Rodrigues e Merisio | Foto: Arquivo/4oito 

Na disputa pelo Governo de Santa Catarina, os comentaristas identificaram estratégias diferentes nos primeiros programas de Jorginho Mello, João Rodrigues e Merisio.

O atual governador e candidato à reeleição, Jorginho Mello, utilizou o espaço para apresentar ações realizadas durante a gestão e defender a continuidade do trabalho.

Laércio avaliou que o candidato aproveitou a posição de governador para transformar os resultados da administração em um dos principais argumentos da campanha. “Ele já foi para a entrega, já começou a mostrar o que fez. É claro que ele tem uma vantagem natural de estar no cargo”, afirmou.

Pierre Vanderlinde também chamou atenção para a estratégia adotada por Jorginho, principalmente na tentativa de associar a candidatura ao municipalismo. “O Jorginho já trouxe mais esse foco principal no municipalismo”, disse.

João Rodrigues, por sua vez, concentrou o primeiro programa na apresentação da própria trajetória e na experiência construída em Chapecó.

Na avaliação de Laércio, o candidato ainda tem como desafio ampliar o conhecimento do eleitorado sobre sua candidatura. “Ele é uma opção de mudança que vai tentar crescer ainda mais”, afirmou o comentarista.

 

Merisio adotou uma estratégia diferente dos outros dois candidatos. No primeiro programa, o candidato priorizou o posicionamento político e a aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de críticas aos adversários.

Para Laércio, a escolha indica qual deve ser uma das principais linhas da campanha de Merisio. “O Merisio claramente, agressivamente, já começa o primeiro programa de rádio mostrando posicionamento ao lado de Lula”, avaliou.

Pierre, porém, considerou que o candidato poderia ter utilizado o espaço para apresentar mais informações sobre sua trajetória e propostas. “O Merisio perdeu a oportunidade, no meu ponto de vista, de falar, se apresentar”, afirmou.

Segundo o comentarista, o programa teve forte presença de jingle e referências à disputa nacional. “Não trouxe nenhuma proposta, não trouxe nenhuma apresentação, não trouxe um histórico de vida dele”, disse.

Análise do Senado

Disputa pelas duas vagas ao Senado também foi observada pelos comentaristas | Foto: Arquivo/4oito 

A disputa pelas duas vagas ao Senado também foi observada pelos comentaristas. Entre os primeiros programas, Antídio Lunelli foi destacado pela produção e pela forma de apresentação. “Um programa muito bem feito, bem produzido do Antídio. Eu gostei muito do programa dele”, avaliou Laércio.

Esperidião Amin também apareceu entre os destaques da análise, com uma estratégia voltada à apresentação de sua atuação no Senado e à defesa de pautas relacionadas a Santa Catarina.

Outro movimento que chamou atenção foi a estratégia conjunta entre Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. Os dois candidatos fizeram referência um ao outro durante os programas e apresentaram uma estratégia de cruzamento de votos.

Pierre classificou a movimentação como uma “dobradinha” entre as candidaturas. Segundo ele, os dois programas deixaram clara a orientação ao eleitor: “Quem vota em Carlos vota em Carol, quem vota em Carol vota em Carlos”.

Para Laércio, o movimento demonstra como o rádio pode ser utilizado pelas campanhas para reforçar alianças e estratégias que já vinham sendo discutidas durante a campanha. “A eleição está aberta e os programas de rádio estão começando a vir na estratégia daquilo que está faltando na rua”, afirmou.

Propaganda segue até outubro

O horário eleitoral gratuito começou nesta sexta-feira (28) e segue até 1º de outubro, dois dias antes do primeiro turno das Eleições 2026.

No rádio, os blocos são transmitidos de segunda a sábado, das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25. Na televisão, a propaganda vai ao ar das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55.

A distribuição dos programas ocorre conforme os cargos. Às terças, quintas e sábados, são exibidas as propagandas de presidente e deputado federal. Às segundas, quartas e sextas, o espaço é destinado aos candidatos a governador, senador e deputado estadual ou distrital.

Além dos blocos, as candidaturas também têm inserções de 30 segundos distribuídas ao longo da programação das emissoras. A ordem de veiculação e a divisão do tempo são definidas pela Justiça Eleitoral.

O horário eleitoral gratuito é previsto na legislação eleitoral para garantir às candidaturas espaço de divulgação durante o período de campanha. As emissoras recebem a programação já definida e fazem a veiculação do conteúdo conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

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