A deputada federal Júlia Zanatta (PL), candidata à reeleição, falou sobre a atuação no atual mandato e as eleições deste ano durante entrevista à Rádio Som Maior.
Entre os assuntos abordados estiveram projetos apresentados na Câmara dos Deputados, recursos destinados a Criciúma, a possibilidade de ter sido candidata a vice-presidente e a disputa pelas duas vagas ao Senado por Santa Catarina.
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Ao falar sobre a decisão de buscar um novo mandato, Júlia avaliou que cumpriu compromissos assumidos na eleição anterior e afirmou que pretende dar continuidade à atuação no Congresso. “Eu prometi combate e entreguei combate. Isso é um fato, gostem ou não dessa combatente aqui, mas eu entreguei exatamente aquilo que eu prometi”, afirmou.
A deputada citou projetos relacionados à prorrogação de impostos para municípios em situação de calamidade pública e para empresas do Simples Nacional. Também mencionou propostas envolvendo redução de impostos e isenção do Imposto de Renda para pessoas que têm filhos com deficiência.
Segundo Júlia, a atuação também incluiu requerimentos de informação ao governo federal. “Foi um mandato muito propositivo, muito combativo, de muitos requerimentos de informação, que é uma das nossas funções: fiscalizar o Poder Executivo”, declarou.
Recursos para Criciúma
Durante a entrevista, Júlia também falou sobre recursos destinados ao município de Criciúma durante o primeiro mandato. Segundo a deputada, mais de R$ 10 milhões foram destinados à cidade, incluindo ações para o Hospital São José, Bairro da Juventude e revitalização da Avenida dos Imigrantes.
“É muito importante a gente trazer de volta os recursos. Só aqui para Criciúma foram mais de R$ 10 milhões do nosso primeiro mandato”, afirmou.
Na avaliação da candidata, a destinação de emendas representa apenas uma das atribuições de um deputado. “Essa não é a função precípua do deputado”, disse.
Possibilidade de candidatura à vice-presidência
Júlia também comentou a possibilidade de ter sido escolhida para ocupar a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. O nome da deputada foi considerado durante as articulações, mas a vaga acabou sendo definida para Alfredo Gaspar.
Segundo Júlia, a possibilidade ganhou força ao longo das discussões e a repercussão da eventual indicação foi positiva. “Fiquei muito honrada. Sempre disse que eu estava pronta para o combate”, declarou.
A deputada afirmou ainda que, mesmo com a possibilidade de deixar a disputa pela Câmara para integrar a chapa presidencial, continuaria atuando politicamente ao lado de Flávio Bolsonaro.
Disputa pelo Senado
A entrevista também abordou a disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado. Júlia comentou os números da pesquisa Quest e avaliou que o cenário ainda pode sofrer alterações durante a campanha.
“O Senado é uma eleição estranha, vamos dizer assim. A eleição começou agora”, afirmou.
A candidata também falou sobre a transferência do domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina e sobre a reação de parte do eleitorado. Segundo ela, houve resistência inicial, mas o cenário estaria mudando.
“No começo foi muito intenso. Agora a gente já vê pessoas dizendo: ‘Não concordo, mas vou votar’”, relatou.
Júlia afirmou que acredita nas candidaturas de Carlos Bolsonaro e Carol De Toni ao Senado.
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