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CIS-Amrec e Unesc firmam parceria para alunos do Universidade Gratuita

Acordo prevê 420 horas de contrapartida em atividades nos municípios da região

Por Eduardo Fogaça Criciúma, SC, 28/10/2026 - 16:36 Atualizado há 17 segundos
Os estudantes beneficiários do Universidade Gratuita devem cumprir com 420 horas de serviço em entidades sem fins lucrativos | Foto: Eduardo Fogaça/4oito
Os estudantes beneficiários do Universidade Gratuita devem cumprir com 420 horas de serviço em entidades sem fins lucrativos | Foto: Eduardo Fogaça/4oito

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Consórcio Intermunicipal de Saúde da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (CIS-Amrec) e a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) assinaram na tarde desta quarta-feira (28) um termo de cooperação para permitir a participação de estudantes beneficiários do Universidade Gratuita em atividades e projetos junto ao consórcio e aos municípios da região. Dentre os 27 municípios associados, Urussanga será o primeiro, recebendo o projeto piloto.

O evento foi realizado no auditório da Associação dos Municípios da Região Carbonífera e reuniu autoridades dos 27 municípios consorciados e representantes da universidade.

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Retorno pra sociedade

Urussanga será o primeiro município beneficiado, servindo de piloto para o projeto | Foto: Eduardo Fogaça/4oito

A reitora da Unesc, professora doutora Gisele Coelho Lopes, destacou a importância da contrapartida das bolsas de estudos como uma forma de retribuir à sociedade pela gratuidade do ensino. 

“A contrapartida do Universidade Gratuita tem uma função muito importante de apoiar as diferentes instituições, entre elas entidades sem fins lucrativos e os municípios, na prestação de serviços de interesse público. A partir desse convênio, nós estamos colocando a disposição de todos os nossos estudantes e egressos a possibilidade de eles fazerem a contrapartida, de 420 horas de trabalho, à disposição do interesse de cada município parceiro", ressaltou Gisele. 

A professora ainda apontou as horas de serviço como uma forma do estudante, agora formado, ingressar ao mercado de trabalho e adquirir experiência, e o Universidade Gratuita como uma política pública transformadora. 

"Eu não tenho dúvida que o programa Universidade Gratuita é uma política pública transformadora. Ela contribui para o acesso e permanência estudantil ao longo do processo formativo, mas, sobretudo, dá a condição de, uma vez formado, o profissional ir para o mundo do trabalho, apresentar o seu talento, conquistar o seu espaço, mas também contribuir no atendimento, às necessidades daquilo que é público", conclui.

Urussanga receberá projeto piloto 

 

A presidente do consórcio e prefeita de Urussanga, Stela Dagostin Talamini (MDB), afirmou que o município já está se organizando para receber os primeiros profissionais advindos dessa parceria.

“Urussanga inicia o projeto e vai estender a todos os municípios que tiverem interesse de ter esse trabalho dos profissionais recém-formados e com as suas graduações. Urussanga já está elegendo as prioridades para ir buscar esse profissional que possa atender nossas necessidades”, declarou. 

A partir da assinatura do termo de cooperação, agora restam detalhes administrativos para que essas vagas comecem a ser oferecidas e os estudantes possam se inscrever no consórcio. A chefe do Executivo urussanguense ainda destaca que as vagas vão além da saúde, expandido para contabilidade, administração e outras áreas do serviço público.

“Estamos fazendo um levantamento das demandas através da Secretaria de Saúde, mas outras áreas também serão contempladas, como profissionais de contabilidade e administração. É uma questão de articular junto com a Unesc, ver a disponibilidade desses profissionais, para que a gente possa ter esses profissionais atuando dentro do município", explicou. 

Municípios do Extremo-Sul beneficiados 

Desde janeiros de 2021, os municípios do Extremo-Sul aderiram ao CIS-Amrec. A mudança se deu pelo crescimento do consórcio da região carbonífera, mas também pela inviabilização do CIS-Amesc, envolvido em uma série de irregularidades admnistrativas.

Uma investigação do Tribunal de Contas do Estado aponta para desvios e falhas de gestão ocorridos a partir de 2017, entre eles, o repasse de R$ 1,385 milhão para conta bancária do diretor executivo do consórcio e a contratação milionária de consultorias sem comprovação.

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