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CEO aos 27: a carreira de Filipe Colombo, presidente da Anjo Tintas

Empresário conta sua história no mundo do empreendedorismo e sobre como foi ser diretor executivo antes dos 30
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 22/05/2020 - 16:19Atualizado em 22/05/2020 - 16:24
Foto: divulgação
Foto: divulgação

O mundo dos negócios é sem sombra de dúvidas muito competitivo, sendo necessário muito esforço e responsabilidade para crescer e ocupar um cargo importante dentro de uma empresa. E foi exatamente isso o que aconteceu com Filipe Colombo, CEO da Anjo Tintas que assumiu a direção da organização aos 27 anos e marcou presença no 60 minutos desta sexta-feira, 22.

Filho do fundador da empresa de tintas e solventes, Beto Colombo, Filipe decidiu que queria se tornar um empresário ainda aos 14 anos. Tímido e envergonhado na época, ele começou a trabalhar em cima de características pessoais para se aperfeiçoar e, então, se tornar um empreendedor. 

“Terminei o Ensino Médio e comecei a pensar: o que vou fazer? estudar fora do país? fazer uma universidade federal, ou estudar em Criciúma e trabalhar? Optei por estudar Administração de Empresas em Criciúma a noite e trabalhar de dia na empresa, então conseguia ver a teoria do lado e a prática do outro. Foi uma base muito importante para mim”, disse.

Nos quatro anos de universidade, Filipe passou por todos os setores da empresa com trainee - conhecendo de tudo um pouco. Ao terminar o curso, assumiu a supervisão de vendas e então foi fazer um mestrado nos Estados Unidos, por onde morou por quase dois anos. Na volta, assumiu a diretoria de Marketing da Anjo e, por último, o maior baque: a presidência.

“O meu projeto de vida pessoal não era assumir a presidência da Anjo aos 27 anos, eu estava me programando para talvez ser diretor em alguma área da empresa aos 30, mas assumi a presidência. Deu muito medo, muito frio na barriga, incertezas, certezas e um mix de sentimentos muito grande. Foi tudo no mesmo ano e no mesmo mês que o meu primeiro filho nasceu. Julho de 2013 foi fantástico”, declarou.

A indicação para presidência da empresa não veio atoa. Enquanto diretor de Marketing, sem uma sala própria, Filipe passou um ano inteiro trabalhando na mesma mesa que Beto, vendo-o lidar diariamente com todas as questões da Anjo. “Quando recebi a notícia falei: tranquilo, vi como era as atuações por um ano, suas decisões. Vou bem nesse negócio. No dia que eu assumi, aí o buraco foi mais embaixo. Estar sentado ao lado dele não é a mesma coisa que estar sentado no lugar dele”, declarou.

Apesar disso, lá se vão quase sete anos no comando da Anjo Tintas. A empresa, que tem sede estabelecida em Criciúma, possui filiais em São Paulo, Goiás e Pernambuco. Neste meio tempo, houveram propostas de mudar a sede para Espírito Santo - o que, apesar de ser melhor economicamente, não foi realizado.

“Se olharmos a questão logística, estar em Criciúma é contraprodutivo, porque nosso grande consumo está na região sudeste e centroeste. Mas há a parte positiva de estar por aqui: segurança e família. A história da Anjo passa pela região”, pontuou Filipe.