Um homem foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelos crimes de feminicídio qualificado e ocultação de cadáver de Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, em Sangão. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (24), após a conclusão das investigações da Polícia Civil.
De acordo com a acusação, Joviana foi morta na madrugada de 7 de agosto de 2026, depois que ela e o namorado retornaram de uma confraternização estudantil realizada em Criciúma. O casal mantinha um relacionamento havia poucos meses, marcado por términos e tentativas de reconciliação.
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Conforme a denúncia apresentada pela promotora de Justiça Raísa Carvalho Simões Rollin, a jovem teria sido morta por asfixia após manifestar a intenção de encerrar o relacionamento. O acusado teria atacado Joviana pelas costas com um golpe de estrangulamento conhecido popularmente como “mata-leão”, reduzindo as possibilidades de defesa da vítima.
Para o Ministério Público, o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e foi motivado por menosprezo à condição feminina.
Os elementos reunidos durante a investigação também indicam que Joviana tentou resistir à agressão. Laudos periciais apontaram lesões compatíveis com tentativas de afastar a pressão exercida sobre o pescoço, além de outros ferimentos provocados enquanto ela ainda estava viva.
Corpo foi encontrado três dias após o crime
Segundo a denúncia, após matar a jovem, o acusado teria mantido o corpo escondido dentro da residência por três dias. O cadáver foi localizado apenas na manhã de 10 de agosto, durante diligências da Polícia Militar relacionadas ao desaparecimento de Joviana, comunicado pelos familiares.
O corpo estava enrolado em cobertores, dentro do quarto do homem, que permanecia trancado. Ainda conforme o Ministério Público, durante esse período, o acusado teria utilizado o celular da vítima para enviar mensagens à mãe dela, simulando que Joviana estava bem e mantendo uma rotina normal. A intenção, segundo a acusação, seria evitar que os familiares suspeitassem do crime.
“Infelizmente mais um feminicídio brutal ocorrido em nossa região. Joviana era uma jovem com tantos sonhos, que naquela mesma semana ingressou na faculdade, um objetivo muito almejado, segundo a família, mas que foi assassinada pelo seu próprio namorado, que dizia amá-la. Mais um crime contra a mulher, em plena campanha do Agosto Lilás, mês voltado à conscientização da violência doméstica. Triste”, relaya a promotora de Justiça.
MPSC pede julgamento pelo Tribunal do Júri
Na denúncia, o MPSC atribui ao acusado os crimes de feminicídio qualificado e ocultação de cadáver. O Ministério Público sustenta que o assassinato foi cometido por razões relacionadas à condição do sexo feminino, mediante asfixia e com o uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima.
O órgão pede que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e também solicitou a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil à família da jovem pelos danos causados pelo crime.
O réu está preso preventivamente, e o MPSC aguarda agora o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário.
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