A morte de Joviana Evelyn Iankovsky, de 19 anos, foi esclarecida pela Polícia Civil após a jovem ser encontrada sem vida em uma residência no bairro Santa Apolônia, em Sangão. A vítima estava desaparecida desde quinta-feira (06) e, segundo o delegado Murilo Silveira da Cunha, a investigação começou após a família perceber um comportamento incomum nas mensagens enviadas pelo celular dela.
A mãe desconfiou que outra pessoa estivesse utilizando o telefone da filha e acionou a Polícia Militar. Os agentes foram até a casa do namorado da jovem e encontraram um quarto trancado. Após o arrombamento, o corpo de Joviana foi localizado no interior do cômodo.
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Segundo o delegado, o namorado, de 21 anos, confessou o crime durante o interrogatório. Conforme o relato apresentado à polícia, os dois tiveram uma discussão e, quando a jovem tentou deixar a residência, ele a seguiu e aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”.
Jovem ficou no quarto após o crime
Ainda de acordo com Murilo, o suspeito levou o corpo para o quarto e tentou reanimá-la, mas não conseguiu. Ele afirmou aos policiais que acreditava inicialmente que a jovem estivesse apenas desmaiada, e chegou a dormir do lado dela. O corpo permaneceu no local até ser encontrado pela Polícia Militar.
A investigação também apontou que o relacionamento entre os dois era considerado conturbado por familiares. O delegado ressaltou, porém, que o suspeito não tinha antecedentes criminais nem passagens pela polícia.
A Polícia Civil informou que o homem foi localizado após diligências e se apresentou na delegacia acompanhado do irmão. Ele havia deixado a residência após o crime e, segundo o próprio relato, teria ingerido medicamentos e álcool.
Pedido de prisão preventiva foi encaminhado à Justiça
O delegado Murilo Silveira da Cunha informou que a Polícia Civil já pediu a conversão da prisão em flagrante para preventiva. A decisão agora cabe ao Poder Judiciário. “Nós esperamos que esse indivíduo possa continuar preso”, afirmou o delegado, destacando que a prisão preventiva depende da análise judicial.
O inquérito, por se tratar de uma prisão em flagrante, já foi encaminhado ao Judiciário. A Polícia Civil informou que as diligências complementares continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do crime.
Joviana era estudante da Unesc. A universidade se manifestou sobre a morte da jovem e realizou uma mobilização em repúdio ao feminicídio.
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