A vitória do Criciúma na decisão recente trouxe mais do que comemoração ao clube. Trouxe alívio, reforçou a responsabilidade e manteve vivo um objetivo estratégico traçado ainda antes do início do campeonato: garantir calendário e orçamento para 2027.
Após o triunfo sobre o Brusque, o dirigente Canella destacou que “toda vitória é bem-vinda”, mesmo quando o contexto é de amistoso ou fase intermediária. Segundo ele, o resultado mantém o clube na rota do chamado “plano B”, alcançar a disputa do estadual e, se possível, assegurar vaga na Copa do Brasil do próximo ano.
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“Não é só a taça física, é sobre melhorar o orçamento, pois a partir do momento que tu tem vaga, aumenta o calendário e já tem próximo de dois milhões garantidos, podendo ser muito mais dependendo do desempenho”, afirma.
Postura e seriedade contra o Camboriú
Mesmo após superar o Brusque, Canella pregou seriedade redobrada para o próximo compromisso, diante do Camboriú. Para ele, o maior risco no futebol é a perda da concentração.
O dirigente utilizou metáforas para explicar o momento. Comparou o medo à responsabilidade que mantém equipes “vivas” dentro de campo. “Quando tu acha que vai ser fácil e entra relaxado, facilita para o perigo”, resumiu, citando como exemplo tropeços recentes de adversários como a Chapecoense, que, segundo ele, pode ter subestimado o Barra.
A análise também passou pelo aspecto tático. Canella elogiou o trabalho do técnico Eduardo, ressaltando a preparação minuciosa em jogadas de bola parada e a repetição de cenários nos treinamentos. “O futebol muitas vezes é falha do adversário. Mas quando tu tem jogada construída e combina com a falha do outro, facilita ainda mais”, fala.
Lembranças do passado e lições aprendidas
Canella fez paralelos históricos para reforçar o alerta e citou decisões anteriores em que o Criciúma deixou escapar títulos considerados acessíveis, como em 1994, quando enfrentou o Figueirense em circunstâncias favoráveis e acabou superado.
“Alguns títulos a gente entregou de bandeja. Nada é fácil no futebol, mas tem coisas que a gente dificulta. E esse ano a gente dificultou”, reconheceu.
Confiança com pés no chão
Apesar das críticas ao próprio percurso na competição, o tom final foi de confiança. Canella destacou o desempenho coletivo e individual, especialmente de Jonathan Robert, apontado como peça de desequilíbrio quando está “com a cabeça boa”.
Para o dirigente, a chave está na postura, coragem, concentração e consciência da responsabilidade. Mais do que levantar uma taça, o Criciúma busca consolidar um projeto que una desempenho esportivo e sustentabilidade financeira.
A vitória sobre o Brusque foi um passo importante. Agora, o desafio é manter o foco para transformar o alívio momentâneo em conquista duradoura.
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