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Campanha de Natal precisa de doações

Cruz Vermelha pretende arrecadar quatro mil brinquedos para presentear crianças de baixa renda
Por Bruna Borges Criciúma, 29/11/2018 - 08:26
Guilherme Hahn / A Tribuna
Guilherme Hahn / A Tribuna

Faltando menos de um mês para o 25 de dezembro, a equipe de voluntários da Cruz Vermelha de Criciúma trabalha de forma intensa na Campanha Natal Mais Solidário. A 15ª edição da campanha realizada na cidade e região foi lançada em outubro, mas com a proximidade da data começa também o receio de que a ação não consiga beneficiar o número de crianças projetado. 

“A nossa meta é arrecadar quatro mil brinquedos. Com essa quantidade a gente já consegue fazer as doações para as crianças da Amrec, também de Praia Grande e Sombrio, e de duas cidades na Serra”, afirma o presidente da Cruz Vermelha, Almir Fernandes. 

Pontos de coleta estão espalhados por Criciúma e qualquer pessoa pode fazer a doação de brinquedos novos ou usados em bom estado. Na sede da Cruz Vermelha, os voluntários fazem a limpeza se for necessário, separam por indicação de idade e embalam para que depois os presentes sejam entregues às crianças de baixa renda. 

 

A expectativa é de que a meta de arrecadação esteja cumprida até o dia 15 de dezembro. “Porque em outras edições já aconteceu de a gente receber o brinquedo mais tarde e não ter mais como entregar para as crianças, porque muitas das instituições já tinham encerrado suas atividades”, conta Fernandes.

Entregas marcadas

O calendário de entregas está cheio para este ano. “No dia 15 nós já temos um evento com entrega de brinquedos no projeto Nunca Pare de Sonhar, no Bairro Renascer, uma comunidade extremamente carente. E no mesmo dia tem a ação Natal na Periferia, no Tereza Cristina”, relata. 

“E temos, ainda, no Bairro Wosocris dia 16, com as crianças do Bairro Progresso e Cidade Mineira no dia 18, ainda duas comunidades do Balneário Rincão, tudo para ser confirmado”, comenta Fernandes.

“Muitos desses locais conseguem fazer uma festinha com guloseimas e brincadeiras, mas não têm condições de dar o presente e a gente leva o brinquedo, faz a entrega com o Papai Noel. Na Serra mesmo eles não têm essa condição. Se a gente não leva, as crianças não ganham os brinquedos”, complementa. 

Além das entregas feitas pela população nos pontos de coleta, Fernandes também convida eventos e instituições a se engajarem na campanha. “Os condomínios podem fazer uma movimentação, nos próprios eventos de fim de ano, colocar lá um ponto para entrega de doações, nas empresas, nas escolas”, elenca.

“O comércio, também, nós temos um ponto de coleta na guarita da Polícia Militar da Praça Nereu Ramos. Se cada lojista doar dois ou três brinquedos a gente já consegue chegar na nossa meta”, projeta. 

Recompensa inestimável

A entrega na Serra será especial, com comboio de viaturas e também do helicóptero policial. “A criança, quando a gente dá uma bala, ela já fica satisfeita. Imagina quando a gente chega numa comunidade carente com viaturas, com sirene ligada, com helicóptero”, comenta Fernandes.

“A gente tenta levar junto algumas instituições que participam, como os alunos dos colégios, porque quando eles chegam lá eles sentem uma satisfação enorme. No ano seguinte eles doam em dobro”, relata.

“Temos que incentivar também os pais a doarem e ensinarem seus filhos a doarem os brinquedos que não usam mais. Temos que incentivar as crianças a fazer a doação”, enfatiza.