Criciúma celebra, nesta terça-feira (6), os 146 anos de colonização com uma programação especial que reúne fé, cultura e tradição. As atividades ocorrem durante o feriado municipal e começam às 8h, com missa solene na Catedral São José, seguida de celebrações na Praça Nereu Ramos. A data marca a chegada dos primeiros imigrantes italianos, considerada o início da colonização organizada do município, e integra o calendário oficial da cidade.
O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, destacou o simbolismo da celebração e a importância de valorizar as origens do município. “Celebrar os 146 anos de colonização de Criciúma é reconhecer o trabalho, a coragem e a contribuição das famílias imigrantes que ajudaram a construir a nossa cidade”, afirma. O vice-prefeito, Salésio Lima, ressaltou que a data mantém viva a memória dos colonizadores e contribui para o fortalecimento da identidade cultural local.
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Corte do bolo e programação cultural
Entre os momentos mais aguardados da programação está o tradicional corte do bolo, previsto para ocorrer por volta das 9h, após a missa. O bolo terá aproximadamente 146 quilos, um quilo para cada ano de colonização, e será compartilhado com a comunidade. Em seguida, o público poderá acompanhar apresentações culturais de grupos de dança que representam as etnias colonizadoras.
A presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Cristiane Zappellini, explicou que as apresentações integram o Projeto Sete Origens, desenvolvido pela Associação Cultural Vidas Esperança. A iniciativa atende crianças e adolescentes da rede municipal no contraturno escolar e promove o reconhecimento das sete etnias que contribuíram para a formação do município.
Segundo Cristiane, as comemorações também fazem parte do ciclo do centenário de Criciúma, que ocorre entre 4 de novembro de 2025 e 4 de novembro de 2026. Durante esse período, o município contará com uma série de ações culturais, festivais e eventos voltados à preservação da memória, da cultura e da história local.
Além disso, o cuidado com a história e com as manifestações culturais é essencial para o desenvolvimento humano da cidade. “A cultura é a alma de uma cidade. Quando a gente rega e cuida bem da cultura, estamos cuidando das pessoas, do lado humano e da memória coletiva. Foi assim em 2025 e seguirá sendo em 2026, com muito carinho e atenção à nossa história”, relata Cristiane.